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    Vamos reindustrializar o Brasil em cima de energia barata, afirma Guedes

    Em palestra para empresário em Brasília, ministro destacou interesse de outros países no investimento de energias renováveis no Brasil

    Elis Barretoda CNN Brasília

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a afirmar nesta quarta-feira (19) que o Brasil deve ser reindustrializado, focando na geração de energia limpa, renovável e barata. A fala foi feita no painel de abertura do evento Brasil Export, que ocorre em Brasília.

    “Existe essa percepção lá fora de que o Brasil é uma potência alimentar. Eu escutei a diretora-geral da OMC elogiando publicamente o Brasil em uma reunião. Escutei também do secretário-geral da OCDE, Matias Cormann, os mesmos elogios, em relação à energia, dizendo que o Brasil é chave para a segurança energética do mundo”, disse.

    Além do programa de reindustrialização do país, Guedes reforçou a ideia de o Brasil se tornar uma potência agroindustrial, somada à capacidade de produção e exportação de commodities agrícolas do país. Segundo Guedes, esse movimento é possível por conta da capacidade de geração de energia limpa e barata que o Brasil possui.

    “O Brasil é chave para a proteção ambiental do mundo, o Brasil tem condição de aumentar a produtividade agrícola sem derrubar uma árvore, e vai fazer isso, pelos acordos sobre mudanças climáticas que estamos assinando. Ao mesmo tempo vamos reindustrializar o Brasil, se somos uma potência agrícola, temos que ser uma potência agroindustrial. Somos uma potência energética limpa.”, afirmou.

    Paulo Guedes também reafirmou o interesse de países da Europa em investir na produção de energia eólica no nordeste brasileiro. Devido às sanções feitas à Russia após a invasão da Ucrânia, o continente europeu tem sofrido com uma crise de abastecimento energético e alta da inflação.

    Guedes também enfatizou uma fala da secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yelle. Segundo ele, Yellen tem pontuado que o novo modelo de investimento no mundo deve considerar a proximidade geográfica e a relação diplomática, e o papel de destaque do Brasil nessa nova configuração.

    “Os investimentos daqui para frente tem que ser em países próximo, não adianta fazer os semicondutores em Taiwan. Tem que estar perto. Ao mesmo tempo não basta estar perto. A Rússia está perto da Europa, mas é hostil. Quem está perto, e é amigo? Todo mundo olhava para o Brasil. O Brasil é uma fronteira de investimento”, disse Paulo Guedes.