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Abrainc: Alta de 1 ponto na Selic tira acesso à moradia de 166 mil famílias

Presidente da entidade, Luiz França abriu principal evento anual do segmento, nesta quinta-feira (9), com críticas ao patamar da taxa básica de juros

Danilo Moliterno, da CNN Brasil, em São Paulo
Casas imóveis
Novo modelo de financiamento imobiliário será lançado pelo governo na sexta-feira (10)  • Foto: Unsplash/Lucas Marcomini
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O presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz França, abriu o Incorpora 2025 — principal evento anual do segmento — nesta quinta-feira (9) com críticas ao patamar da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, e seu impacto no mercado de habitação.

Segundo França, cada ponto percentual de elevação na taxa básica de juros tira o acesso ao crédito imobiliário, e consequentemente à moradia, de 166 mil famílias.

“Precisamos, urgentemente, que o Banco Central inicie um ciclo de cortes na Selic e que tenhamos condições estruturais para mantê-la mais baixa.”

O representante destacou o equilíbrio das contas públicas como a principal condição estrutural que permitiria ao juro cair no país. França criticou o aumento das despesas na administração do país e pediu uma agenda de cortes e modernização do Estado.

Apesar disso, segundo a entidade, o setor segue avançando no Brasil: em 2025 as vendas de imóveis medidas por indicador Abrainc/Fipe cresceu 7%.

“Vivemos uma conjuntura repleta de desafios. Enquanto a turbulência cresce, o segmento imobiliário cresce tanto em demanda quanto em oferta, apesar do juro e crédito mais restrito”, disse.

Em sua fala de abertura, Luiz França ainda celebrou o anúncio de um novo modelo de financiamento imobiliário, que será lançado pelo governo na sexta-feira (10). A medida, disse o executivo, vai “garantir oferta e taxas de juros acessíveis aos compradores”.

Como mostrou a CNN, a nova política vai liberar dinheiro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), segundo fontes próximas ao assunto.

A medida pode injetar R$ 35 bilhões no mercado imobiliário em um "período de testes", que se inicia imediatamente, e R$ 150 bilhões quando passar a funcionar integralmente, em 2027.

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