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Acordo UE-EUA prevê "aliança de metais" para conter excessos da China

Segundo o comissário de Comércio da UE, pacto representa um momento de "estabilidade renovada"

Pedro Lima, do Estadão Conteúdo
Comissário de comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, durante briefing, em Paris, na França
"Nosso objetivo é reforçar a vantagem tecnológica de forma que beneficie ambos os lados", disse o comissário, Maros Sefcovic, durante briefing, em Paris, na França  • REUTERS/Benoit Tessier
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O novo acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos prevê a criação de uma "aliança de metais" para enfrentar o excesso de produção global, especialmente vindo da China, segundo o comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic.

Em discurso feito nesta segunda (28), ele afirmou que o pacto representa um momento de "estabilidade renovada" e maior colaboração estratégica entre os dois lados.

"Não é apenas um alívio imediato das tarifas. Estamos falando de um redesenho do relacionamento comercial transatlântico", disse. Segundo Sefcovic, é preciso reformar pontos fundamentais da política comercial global, já que a "sobrecapacidade não mercadológica está destruindo igualmente a indústria siderúrgica da UE".

A proposta da "aliança de metais" inclui medidas conjuntas sobre aço, alumínio, cobre e seus derivados. Entre elas, estão cotas tarifárias baseadas em volumes históricos e um "tratamento preferencial" nas trocas comerciais entre UE e EUA. "Estaremos criando uma cerca conjunta em torno de nossas economias", afirmou o comissário.

Sefcovic explicou ainda que o acordo, além de estabelecer uma tarifa máxima única de 15%, prevê a facilitação das exportações de montadoras europeias com fábricas nos Estados Unidos. Na área tecnológica, a parceria inclui compras estratégicas de gás, petróleo, energia nuclear e chips de inteligência artificial (IA).

"Nosso objetivo é reforçar a vantagem tecnológica de forma que beneficie ambos os lados", disse o comissário.

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