CNN Brasil Money

Agro pede que governo negocie prazo maior para início de tarifa de Trump

Mais cedo, representantes da indústria também solicitaram que governo federal negocie aumento do prazo

Gabriel Garcia, da CNN, Brasília
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB)  • Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Compartilhar matéria

Empresários do agronegócio reforçaram nesta terça-feira (15) que o governo federal negocie com os Estados Unidos uma ampliação do prazo para o início da vigência da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, previsto para 1° de agosto.

A informação foi confirmada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, após reunião com representantes do agronegócio nacional.

“Reiterar o compromisso do diálogo, que é o compromisso do presidente Lula. Houve a colocação do setor de que o prazo é exíguo. Mas a ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, e sim procurar resolver até o dia 31. Governo vai trabalhar para tentar resolver isso nos próximos dias”, disse Alckmin.

O presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne), Roberto Perosa, classificou a tarifa americana como “inviável”.

“Nossos frigoríficos já estão parando de enviar carnes aos EUA. A taxação torna as vendas inviáveis”, afirmou.

O encontro foi o segundo do comitê interministerial criado para formular a resposta brasileira à tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre a importação de produtos brasileiros.

Mais cedo, o governo se reuniu com representantes da indústria, que também pediram que o Executivo negocie um prazo maior.

A ideia do Planalto é aproveitar a interlocução e o acesso dos empresários brasileiros ao mercado dos EUA para alinhar o discurso entre os setores público e privado e definir a melhor estratégia de negociação.

O vice-presidente argumenta que, antes de o governo tomar qualquer decisão, é fundamental ouvir o setor privado, que mantém interlocução direta com o mercado norte-americano.

A decisão de criar o comitê foi tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os trabalhos serão comandados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, liderado por Alckmin, com apoio da Fazenda, Casa Civil, Itamaraty e Relações Institucionais.

Em atualização

Acompanhe Economia nas Redes Sociais