Alckmin diz que EUA perderam espaço nas exportações e critica tarifa

Ao criticar o tarifaço imposto por Donald Trump, vice-presidente também destacou o Brasil é solução, não problema para os EUA

Guilherme Gama, da CNN, São Paulo
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Os Estados Unidos perderam espaço nas exportações brasileiras ao longo dos anos e a relação comercial entre os países é positiva para a economia americana, afirmou o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A defesa foi feita em evento do Insper, nesta sexta-feira (26), em São Paulo.

Ao criticar o tarifaço imposto por Donald Trump, o vice-presidente também destacou o Brasil é solução, não problema para os EUA.

O Brasil descentralizou os Estados Unidos como destino de exportações, que passou de um quarto para apenas 12% do total, de acordo com Alckmin. O governo norte-americano enfrenta o problema histórico de déficit com o mercado exterior, para o ministro.

Nesse cenário, Alckmin reforçou que o superávit norte-americano com três países do G20 — o que inclui o Brasil. “Não faz sentido o tarifaço”, disse.

O Brasil tem tarifa zero para os produtos Estados Unidos, lembrou o ministro. A relação é “ganha-ganha” para ambos países.

O ministro disse que a tarifa de 50% só para o Brasil leva à perda de competitividade, principalmente para carnes, frutas, pescados e maquinário.

“Todo esforço é retirar o máximo que pode para retirar essa alíquota”, defendeu Alckmin.

Como medidas para minimizar o impacto do tarifaço, Alckmin destacou o crédito via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para ajudar empresas a buscar novos mercados, a postergação de tributos e as compras governamentais de produtos mais impactados.

Geraldo Alckmin saudou o “rápido” encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que entendeu como o primeiro passo para resolver o tarifaço.

“Vamos tentar dar os passos subsequentes para tentar resolver esses problemas rapidamente”, disse.

Além de destacar a importância da boa relações com o exterior, Alckmin lembrou que empresas americanas entraram na Justiça contra o tarifaço.

“Quem vai decidir é a Suprema Corte. Enquanto o processo tramita, a estratégia é “correr para resolver a questão e tentar ganhar mercado”, disse.

Alckmin destacou que o mercado interno vai ajudar e dar destino aos produtos tarifados, mas não absorver tudo, principalmente o maquinário. Além de fortalecer o mercado interno, diversificação do mercado externo também está na estratégia — com destaque para países populosos.

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