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    Alckmin diz que juros estão “exagerados”, mas acredita que a tendência é de queda

    De acordo com vice-presidente, nos próximos mese ficará claro rigor da natureza fiscal do governo

    O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin.
    O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo

    O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, voltou a dizer nesta sexta-feira (21) que considera alto o patamar atual da Selic, classificando os juros em 10,5% ao ano como “exagerados”.

    “Com inflação de pouco mais de 3,5%, estamos falando de 7% de juros real, é muito”, afirmou Alckmin, repetindo também sua avaliação de que a tendência é de queda da Selic, hoje muito impactada pelas taxas americanas e pela questão fiscal no Brasil.

    De acordo com Alckmin, ficará “claro nos próximos meses” o compromisso do governo federal com o “rigor” de natureza fiscal.

    Na quinta-feira (20), após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter na quarta-feira (19) por decisão unânime, a Selic em 10,5% ao ano, Alckmin já havia feito essa análise.

    Ele foi questionado novamente sobre o assunto durante visita à fábrica da Scania em São Bernardo do Campo.

    O vice-presidente também foi perguntado sobre a futura indicação para a presidência do BC, se ficaria com o atual diretor de Política Monetária do banco, Gabriel Galípolo, ou com o economista André Lara Resende.

    Alckmin, contudo, desconversou. “Essa é uma definição do presidente da República e no momento adequado. Há dois ansiosos na vida, os políticos e os jornalistas”, brincou.

    Como mostrou na quinta-feira a Coluna do Estadão, após a decisão unânime do Copom de manter a Selic em 10,50%, a avaliação de ministros do governo ouvidos é de que Galípolo segue firme no páreo pelo comando do BC – embora uma ala do PT tenha passado a defender que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, indique Lara Resende para assumir a autoridade monetária.