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Alckmin minimiza impactos da crise na Venezuela para petróleo brasileiro

Segundo vice-presidente, apesar das grandes reservas, país precisaria de investimentos e tempo para voltar ao mercado global da commodity

Gabriel Garcia, da CNN Brasil, Brasília
Vice-presidente Geraldo Alckmin  • Divulgação
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, minimizou nesta terça-feira (6) os impactos da crise na Venezuela para as exportações brasileiras de petróleo.

Alckmin foi questionado sobre uma possível retomada da Venezuela nos mercados globais de petróleo, o que poderia reduzir parte do espaço ocupado pelo Brasil em mercados como os Estados Unidos.

Segundo o vice-presidente, apesar de a Venezuela deter grandes reservas de petróleo, a normalização da produção e das exportações do país exigiria investimentos elevados e de longo prazo.

“Essas coisas não são feitas em 24 horas, você precisa ter investimento. Claro que preço de barril de petróleo é geopolítica. Estamos otimistas. O petróleo é o primeiro item da pauta de exportação brasileira e deve ter um aumento este ano, devido ao pré-sal”, disse.

O consenso entre os analistas é de que, no momento, petróleo venezuelano pode até começar a ganhar espaço no mercado global caso haja alívio das sanções, mas uma retomada robusta e sustentável dependerá de estabilidade política, segurança jurídica e investimentos de longo prazo, fatores que seguem cercados de incerteza.

Ao ser questionado sobre os impactos da crise no país para o Brasil, o vice-presidente também afirmou que a Venezuela “não é tão relevante” no comércio exterior com o Brasil.

Atualmente, a Venezuela responde por menos de 0,3% da corrente de comércio brasileira.

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