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Além de Vorcaro, PF faz buscas contra Nelson Tanure e João Carlos Mansur

Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero; agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, São Paulo
PF (Polícia Federal) faz buscas durante a segunda fase da operação Compliance Zero
PF (Polícia Federal) faz buscas durante a segunda fase da operação Compliance Zero  • Reprodução
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Além do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a PF (Polícia Federal) também faz buscas em endereços ligados aos empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur.

Ambos são alvos de mandados de busca e apreensão na segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14).

A operação combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

Agentes da PF cumprem 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São PauloBahiaMinas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As medidas foram determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que também autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Vorcaro foi preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação. O empresário estava no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, onde embarcaria para Dubai para fechar negócios.

Um dia depois de ter sido deflagrada a primeira fase, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Na ocasião, a autoridade monetária informou que a decisão foi motivada por "grave crise de liquidez" e "graves violações" às normas do SFN.

Em nota, a defesa de Tanure afirma “tem décadas de experiência no mercado de valores mobiliários” e “jamais enfrentou qualquer processo criminal” relacionado às empresas das quais é ou foi acionista.

A defesa reforça que o empresário não possui vínculo societário com o Banco Master e que sua relação com a instituição se limitou à de cliente, “nas mesmas condições em que é atendido por outras instituições financeiras do mercado”.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de Mansur para um posicionamento. O espaço segue aberto.

Entenda a operação 

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Eles foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco, parentes do banqueiro e empresários ligados a fundos de investimento também foram alvos da operação e serão investigados pelos crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

A operação resultou no sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões, incluindo relógios, carros de luxo, um revólver e dinheiro vivo.

De acordo com a PF, as medidas foram necessárias para interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações da primeira fase da Operação, deflagrada em novembro de 2025.

A polícia investiga, entre outros pontos, possíveis operações financeiras fraudulentas entre o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust, uma empresa suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que investiga a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.

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