Alemanha e Itália alertam para riscos da UE ficar atrás de EUA e China

Documento, que posiciona ​Alemanha e Itália como ⁠as principais potências industriais da Europa, pede mudanças ‌radicais para reduzir a burocracia, acelerar as aprovações de licenças e aprimorar o mercado ⁠único europeu

Andreas Rinke, da Reuters
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Alemanha e Itália alertaram que a União Europeia corre o ⁠risco de ficar atrás dos Estados ‍Unidos e da China a menos que os líderes cheguem a um acordo sobre as reformas para reavivar a competitividade do bloco, de acordo com um documento preparado antes de uma cúpula informal no próximo mês.

O documento, que posiciona ​Alemanha e Itália como ⁠as principais potências industriais da Europa, pede mudanças ‌radicais para reduzir a burocracia, acelerar as aprovações de licenças e aprimorar o mercado ⁠único europeu.

O documento, analisado pela Reuters, alerta que ‌os ‍padrões de vida e a soberania da Europa estão ‍ameaçados, com muitos novos concorrentes aumentando sua influência global.

"Continuar no caminho atual não é uma opção. A Europa deve agir agora", ⁠afirma o comunicado conjunto.

O documento foi elaborado para o Retiro dos Líderes em Alden Biesen, na Bélgica, em 12 de fevereiro, onde o ‌chanceler alemão, Friedrich Merz, e ​a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pressionarão por uma estratégia coordenada da UE ⁠para apoiar as empresas e atrair investimentos.

O documento pede que os líderes usem a reunião e o Conselho Europeu em março para chegar a um acordo sobre compromissos concretos.

O documento cita números do Fundo Monetário Internacional que mostram que as barreiras internas da UE equivalem a tarifas ⁠internas de até 44% para o comércio de mercadorias e mais de 110% para o comércio de serviços. O texto ⁠pede uma "ambiciosa redução da carga regulatória."

Ele ainda propõe procedimentos de aprovação acelerados, revogação rotineira de leis ultrapassadas e análise mais rigorosa de novas regras, com relatórios regulares aos líderes da UE sobre o progresso.

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