Gasolina foi subitem com maior pressão sobre inflação de março

Dados do IBGE apontaram um aumento da inflação acima do esperado em março sob efeitos da guerra

Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo
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O aumento de 4,59% na gasolina em março exerceu a maior pressão sobre a inflação oficial no país, uma contribuição de 0,23 ponto porcentual. O óleo diesel saltou 13,90% em março, com impacto de 0,03 ponto porcentual no mês. O etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular recuou 0,98%. Na média, os combustíveis encareceram 4,47% em março.

Os dados são do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O grupo Transportes saiu de uma alta de 0,74% em fevereiro para elevação de 1,64% em março, uma contribuição de 0,34 ponto porcentual para a taxa de 0,88% registrada pelo IPCA.

A passagem aérea aumentou 6,08% em março, contribuição de 0,05 ponto porcentual. O ônibus urbano avançou 1,17%, incorporando reajustes de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre em 19 de fevereiro e de 4,46% em Recife a partir de 1º de fevereiro.

O táxi aumentou 0,26%, o metrô subiu 0,67%, e o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.

Habitação

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma alta de 0,30% em fevereiro para uma elevação de 0,22% em março, uma contribuição de 0,03 ponto porcentual para a taxa de 0,88% registrada pelo IPCA do último mês, informou o IBGE.

A energia elétrica residencial subiu 0,13% em março, devido a reajustes médios de 6,92% e 14,66% nas concessionárias do Rio de Janeiro, ambos com vigência a partir de 15 de março.

"No mês, manteve-se a bandeira tarifária verde, sem custo adicional para os consumidores", lembrou o IBGE.

A taxa de água e esgoto aumentou 0,24%, puxada pelo reajuste de 6,21% em uma das concessionárias de Porto Alegre a partir de 23 de fevereiro. O gás encanado caiu 0,10%.

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