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    América Latina não deve afrouxar política monetária prematuramente, diz FMI

    "Resposta rápida" dos principais bancos centrais via aumento de juros, antes de outros emergentes e de economias avançadas, vai ajudar a baixar a inflação, disse o credor internacional

    Aline Bronzati, enviada especial, do Estadão Conteúdo

    Economias da América Latina responderam com rapidez à escalada de preços, mas, ainda assim, vão continuar lutando contra uma inflação elevada por algum tempo e, por isso, não podem afrouxar o processo de aperto monetário de forma prematura, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Recentemente, as pressões inflacionárias se ampliaram em países como Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, alerta o organismo, em documento publicado na última quinta-feira (13).

    “Os bancos centrais da região agiram rapidamente e mantiveram ancoradas as expectativas de inflação de longo prazo”, afirmam Santiago Acosta Ormaechea, Gustavo Adler, Ilan Goldfajn (que foi presidente do Banco Central no Brasil) e Anna Ivanova, autores do texto publicado pelo FMI.

    “No futuro, a política monetária deve manter o curso, e não relaxar prematuramente”, alertam.

    Segundo eles, a “resposta rápida” dos principais bancos centrais da América Latina via aumento de juros, antes de outros emergentes e de economias avançadas, vai ajudar a baixar a inflação, mas esse processo levará tempo, o que, na prática, significa que a região seguirá lutando com essa preocupação.

    A política monetária precisa “domar” a demanda doméstica para exercer pressão “baixista” sobre os preços, afirmam.

    O FMI elevou suas projeções para a inflação no Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, cuja média anual passou a ser de 7,8%, neste ano, e de 4,9% no próximo ano.

    Especificamente para o Brasil, o FMI projeta que o indicador fique em 6% e 4,7%, respectivamente. Em 2021, foi de 10,1%.

    Em termos de crescimento, o FMI prevê que os cinco países apresentem, em média, um Produto Interno Bruto (PIB) de 3% neste ano.

    Para 2023, porém, preveem desaceleração para 1,2%. O Brasil é o que deve entregar o maior crescimento neste ano, de 2,8%. Para 2023, a expectativa é de alta de apenas 1%.