Arrecadação federal soma R$ 171 bi em julho, melhor valor para o mês na história

O número representa alta real de 35,47% ante mesmo mês de 2020

Anna Russi, em Brasília
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Em mais um recorde, a arrecadação federal registrou o melhor resultado para meses de julho em toda a série histórica, iniciada em 2000. No total, foram recolhidos R$ 171,270 bilhões em impostos e contribuições em julho. O número representa alta real de 35,47% ante mesmo mês de 2020.

Divulgado pela Receita Federal nesta quarta-feira (25), a arrecadação também avançou 23,67% em relação ao valor recolhido em junho de 2021.

A arrecadação federal reflete, em sua maioria, o desempenho econômico do mês anterior. Logo, o resultado sinaliza que, em junho, a atividade econômica continuou demonstrando sinais de recuperação, confirmando um impacto menor na economia como consequência do avanço da pandemia de Covid-19 para 2021.

Apesar de destacar que o resultado confirma a recuperação vigorosa da atividade econômica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que pelo menos parte da alta no recolhimento de tributos se deve a pressão inflacionária.

"Claro que tem um efeito aí que é parte inflação, mas tem um efeito, sim, de crescimento econômico real. [...] São 5 meses seguidos com recorde em termos reais. Ou seja, não é (só) a inflação", afirmou.

Guedes também aproveitou o recorde na arrecadação para reforçar a intenção do governo em propor uma reforma tributária que transforme esses recursos em redução de impostos.

"Para o nosso governo, é muito confortável ficar parado e acumular esse aumento real de arrecadação (puxado pelo IRPJ), possivelmente atingir o superávit já ano que vem, em vez de lançarmos uma reforma [...] Quando propomos uma reforma tributária, estamos até correndo riscos, [...] estamos abrindo mão desse aumento de arrecadação, em nome de tirar o governo do cangote do povo brasileiro", disse.

Acumulado recorde

No acumulado de janeiro a julho, o recolhimento de tributos também foi recorde, totalizando R$ 1,053 trilhão. O valor é o maior para o período em toda a série histórica da Receita. Na comparação com o acumulado de janeiro a junho do ano passado, a alta real é de 26,11%.

De acordo com a Receita Federal, os resultados são explicados novamente por fatores não recorrentes, como recolhimentos extraordinários de cerca de R$ 24 bilhões do Imposto de Renda de Pessoas Jurídica e da Contribuição sobre Lucro Líquido (IRPJ/CSLL) de janeiro a julho de 2021. No mesmo período do ano passado, o valor, embora menor, também foi extraordinário: de R$ 2,8 bilhões.

"Além disso, as compensações aumentaram 26% em julho de 2021 em relação a julho de 2020 e cresceram 45% no período acumulado", acrescentou a pasta.

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