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    Associação estima que desperdício de alimentos em voos seja de US$ 4 bi por ano

    IATA considerou apenas comidas e bebidas intocadas pela tripulação que não são aproveitadas, sendo encaminhadas para incineração

    IATA informou que está realizando reuniões com órgãos reguladores e também com as companhias aéreas na busca para rever determinadas legislações e regras com relação ao descarte, reciclagem e reaproveitamento de alimentos
    IATA informou que está realizando reuniões com órgãos reguladores e também com as companhias aéreas na busca para rever determinadas legislações e regras com relação ao descarte, reciclagem e reaproveitamento de alimentos Foto: Reuters/Ivan Alvarado

    Pedro Zanattado CNN Brasil Business em São Paulo

    A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) divulgou um relatório nesta semana em que estima que os voos de passageiros geram aproximadamente seis milhões de toneladas de resíduos por ano.

    De acordo com o documento, deste total, cerca de 20% são alimentos e bebidas lacrados, representando um prejuízo estimado de US$ 4 bilhões. O valor havia diminuído por conta da pandemia da Covid-19, mas deve retornar ao patamar a partir de 2024, estima a IATA.

    Um dos principais obstáculos para que a companhias aéreas reciclem ou doem a comida não consumida durante o trajeto são as legislações que variam de acordo com o país.

    A associação diz que existem nações com regulamentos para descarte, outras que estão desenvolvendo regulamentos e aquelas onde não existem regras definidas. Além disso, existem também restrições específicas para alguns aeroportos. Outras regras podem ainda proibir um conjunto diferente de produtos.

    “Para dar um exemplo: em um voo de Buenos Aires à Paris, um café feito de papel e forrado com plástico não será considerado SUP (produto plástico de uso único, na sigla em inglês) na partida, mas será um SUP na chegada, por causa das diferentes regulamentações na Argentina e na França”, diz o comunicado.

    Outro tipo de obstáculo é o International Catering Waste (ICW), que define regras para descarte de orgânicos em veículos de transporte internacional. Adotado por muitos governos em todo o mundo, esse tipo de regulamento existe para reduzir o risco de transferência de doenças que afetam animais e plantas entre nações. Alguns exemplos de países que adotam essa legislação são: Austrália, EUA, Canadá e membros da União Europeia (UE).

    A IATA informou que está realizando reuniões com órgãos reguladores e também com as companhias aéreas na busca para rever determinadas legislações e regras com relação ao descarte, reciclagem e reaproveitamento de alimentos.