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    Atlas/CNN: mais da metade da população vê gastos públicos maiores do que deveriam

    Percepção piora entre camadas mais pobres da população

    João Nakamurada CNN São Paulo

    Os gastos públicos e os aumentos de impostos por parte do governo Lula estão maiores do que deveriam para 52,3% da população brasileira, aponta a pesquisa AtlasIntel, que é produzida em parceria com a CNN.

    Para três em cada dez pessoas, a postura do governo é adequada. Já outros 7% acreditam que o governo poderia realizar investimentos maiores.

    O levantamento foi feito entre os dias 17 e 19 de junho, com 2.690 entrevistados.

    A percepção é pior e fica ligeiramente acima da média entre as camadas mais pobres da população.

    54,7% dos respondentes que têm uma renda familiar de até R$ 2.000 acreditam que o governo está gastando mais do que deveria. Já na faixa que ganha de R$ 2.000 a R$ 3.000, a fatia sobe para 56,7%.

    Entre os mais ricos, a percepção ruim sobre as contas públicas cai até 46%, e a favorável à postura do governo chega a quase 40%. 10% dos entrevistados que têm uma renda maior que R$ 10.000 acreditam que o governo gasta menos do que deveria.

    Corrida pelo déficit zero

    O governo busca neste ano a meta de zerar o déficit fiscal. Mesmo que a arrecadação venha atingindo níveis recorde a cada mês deste ano, a percepção sobre os gastos públicos vem se deteriorando.

    De acordo com a pesquisa de mercado organizada pelo Banco Central, o boletim Focus, o governo deve registrar um déficit primário de 0,71% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, acima da margem de tolerância de 0,25%.

    E o que principalmente pesou sobre a imagem de responsabilidade fiscal do governo neste ano foi a mudança da meta para 2025 – de um superávit primário para déficit zero.

    A mais recente investida do governo para manter a arrecadação em alta, foi o envio da medida provisória que visa fechar brechas na legislação sobre crédito presumido PIS/Cofins não ressarcível e na compensação PIS/Cofins limitada.

    A MP foi mal recebida e gerou críticas de parlamentares e de setores da economia, a ponto de ser devolvida na semana seguinte de seu envio.

    A soma de algumas porcentagens pode dar um valor diferente de 100% – 99% ou 101% – devido ao arredondamento dos números, sem comprometer a qualidade dos dados.