"Auxílio Brasil com algum espaço fora do teto é absolutamente razoável", diz Barros

“Temos clareza de que, se prorrogássemos o auxílio emergencial, o faríamos fora do teto", disse o líder do governo na Câmara à CNN

Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, Em São Paulo
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O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (22), que fazer o Auxílio Brasil "com algum espaço fora do teto" do Orçamento é “absolutamente razoável”.

“Temos clareza de que, se prorrogássemos o auxílio emergencial, o faríamos fora do teto. O fato de estarmos agora fazendo Auxílio Brasil com algum espaço fora do teto é absolutamente razoável. Nós tivemos R$ 700 bilhões de apoio aos efeitos econômicos da pandemia aos que não tiveram a atividade econômica funcionando no primeiro ano, tivemos R$ 100 bilhões no segundo, e agora teremos R$ 30 bilhões”, afirmou Barros.

“Claramente uma linha descendente de auxílio, porque a normalidade vem voltando com o número elevado de vacinação”, completou.

A fala de Barros ocorre após quatro secretários do Ministério da Economia pedirem demissão, entre eles Bruno Funchal, secretário do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional. Apesar de o motivo alegado ter sido “questões pessoais”, a motivação teria sido a discordância sobre o valor de R$ 400 do Auxílio Brasil e a fonte de custeio.

À CNN, o líder do governo também lamentou a pandemia de Covid-19 e afirmou que, se não fosse por isso, o plano econômico do ministro Paulo Guedes, que, para ele, "é brilhante”, teria colocado o Brasil numa posição "extraordinária de crescimento econômico e desenvolvimento”.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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