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Banco Mundial pede transparência "radical" da dívida para países emergentes

Instituição está pedindo melhores ferramentas para que as entidades financeiras internacionais detectem erros de informação

Reuters
Logo do Grupo Banco Mundial  • 12/10/2018REUTERS/Johannes P. Christo
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O Banco Mundial está pedindo a transparência "radical" sobre a dívida para países em desenvolvimento e seus credores, a fim de evitar crises futuras, disse a instituição em um relatório divulgado na noite de quinta-feira (19), no horário de Brasília.

O banco quer ampliar a profundidade e os detalhes do que os países divulgam em relação a novos empréstimos, à medida que mais deles entram em acordos de empréstimos complexos e fora do orçamento devido à turbulência nos mercados globais.

"Quando a dívida oculta vem à tona, o financiamento seca e os termos pioram", disse o diretor-gerente sênior do Banco Mundial, Axel van Trotsenburg, em um comunicado, acrescentando: "A transparência radical da dívida, que torna acessíveis informações oportunas e confiáveis, é fundamental para quebrar o ciclo."

O Banco Mundial quer que os países façam reformas legais e regulatórias que exijam transparência na assinatura de novos contratos de empréstimo e compartilhem dados mais detalhados sobre sua dívida.

Também quer auditorias mais regulares, a divulgação pública dos termos de reestruturação da dívida e que os credores abram seus livros de empréstimos e garantias.

A instituição está pedindo melhores ferramentas para que as entidades financeiras internacionais detectem erros de informação.

O Banco Mundial e outros bancos multilaterais vêm pressionando há anos pela melhora na transparência dos empréstimos. A proporção de países de baixa renda que informam alguns dados sobre a dívida está agora acima de 75%, ante menos de 60% em 2020.

Mas apenas 25% deles divulgam informações em nível de empréstimo. À medida que os custos de financiamento aumentam devido a guerras comerciais e riscos geopolíticos, mais países estão usando acordos como swaps de bancos centrais e transações garantidas que complicam a divulgação.

O banco disse que uma cobertura mais ampla dos empréstimos e uma divulgação mais profunda de cada empréstimo permitiriam que a comunidade internacional avaliasse completamente a exposição da dívida pública.

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