BC diz que jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas ao BRB

Segundo a autarquia, partiu da área chefiada por Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao MPF

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
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O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse nesta sexta-feira (23) que jamais recomendou ao BRB (Banco de Brasília) que adquirisse carteiras fraudadas do Banco Master. 

Em nota, a autoridade monetária afirmou que partiu da área chefiada por Ailton de Aquino a iniciativa de promover a comunicação dos ilícitos criminais ao Ministério Público Federal e que o setor enviou a documentação comprobatória e criteriosas análises técnicas que estão sendo utilizadas na investigação. 

O posicionamento do BC (Banco Central) foi divulgado após o jornal O Globo publicar que Ailton de Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

“A propósito de notícias relacionadas a cessões de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB, o Banco Central informa que, sob o comando do Diretor Ailton de Aquino Santos, a área de Supervisão da Autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras”, diz a nota do BC. 

De acordo com a autoridade monetária, foi o próprio Ailton de Aquino que aplicou medida prudencial preventiva ao BRB para prevenir a prática de novas operações que pudessem trazer impactos sobre a liquidez da instituição de Brasília.  

“Sendo do próprio Diretor, por fim, a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, em razão, inclusive, dos ilícitos nelas perpetrados”, declara o BC. 

Na sequência, a autoridade monetária completa: “Portanto, o Diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas.”

Diante das informações veiculadas, o diretor do BC colocou à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

“No exercício desse mandato, a área de Supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira”, diz a nota do BC.

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