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    BC do Japão discutiu impacto do iene fraco sobre a inflação, mostra ata de abril

    Banco central japonês manteve a taxa de juros em torno de zero e destacou uma convicção crescente de que a inflação estava no caminho certo para atingir de forma duradoura sua meta de 2% nos próximos anos

    Sede do Banco do Japão em Tóquio
    Sede do Banco do Japão em Tóquio 20/09/2023REUTERS/Issei Kato

    Reuters

    As autoridades do Banco do Japão debateram o impacto que um iene fraco poderia ter sobre os preços, com alguns sinalizando a chance de elevar a taxa de juros antes do esperado se a inflação avançar, segundo a ata da reunião de política monetária do banco central de abril.

    Alguns membros da diretoria formada nove pessoas disseram que o banco central precisa responder com a política monetária se os movimentos da taxa de câmbio, que estão entre os principais fatores que afetam a economia e os preços, alterarem sua visão sobre as perspectivas e os riscos, conforme o documento divulgado nesta quarta-feira (19).

    O impulso do iene fraco para a inflação pode ter se tornado maior e mais duradouro do que no passado, uma vez que as empresas já estão dispostas aumentar os preços e os salários, segundo alguns membros.

    “Há vários riscos de alta para a inflação”, tais como as consequências de um iene fraco, uma política fiscal expansionista e um mercado de trabalho apertado, disse um membro, de acordo com a ata.

    “Os movimentos cambiais estão entre os principais fatores que afetam a economia e os preços.

    Se as perspectivas econômicas e de preços, ou os riscos, mudarem, o Banco do Japão terá que responder com a política monetária”, disseram alguns membros na ata.

    Na reunião de abril, o banco central japonês manteve a taxa de juros em torno de zero e destacou uma convicção crescente de que a inflação estava no caminho certo para atingir de forma duradoura sua meta de 2% nos próximos anos.

    Sinalizando disposição para aumentar os custos dos empréstimos ainda este ano.

    A ata veio na esteira de comentários do presidente do banco central, Kazuo Ueda, no Parlamento na terça-feira (18), apontando que o banco central poderia aumentar a taxa de juros em julho dependendo dos dados econômicos e de preços disponíveis no momento.

    A discussão na reunião de abril destaca uma mudança em relação à postura anterior do banco central de que o aumento da inflação decorrente de um iene fraco seria temporário e, portanto, não afetaria diretamente o momento de futuros aumentos dos juros.