Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    BC projeta inflação de 2024 em 4% e de 2025, em 3,4%

    Autoridade monetária manteve juros em 10,5% em decisão unânime

    Sede do Banco Central, em Brasília
    Sede do Banco Central, em Brasília 11/06/2024REUTERS/Adriano Machado

    Célia Froufe, Fernanda Trisotto e Cícero Cotrim, do Estadão Conteúdo

    As projeções oficiais do Banco Central para a inflação voltaram a subir, conforme o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu manter a taxa básica de juros em 10,5% ao ano, divulgado há pouco.

    No cenário de referência, que utiliza câmbio conforme a Paridade do Poder de Compra (PPC) e juros do Relatório de Mercado Focus, o BC alterou a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024 de 3,8% para 4%.

    Para 2025, a atualização foi de 3,3% para 3,4%.

    Também considerando o cenário de referência, a autarquia atualizou no Copom as projeções para os preços administrados. Em 2024, a estimativa passou de 4,8% para 4,4%. Já em 2025, manteve-se em 4%.

    Nesse cenário, o BC considera ainda que o preço do petróleo deve seguir aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passar a aumentar 2% ao ano na sequência. Também adota a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2024 e 2025.

    No mercado, a expectativa de inflação do Boletim Focus deste ano disparou entre os dois encontros do Comitê (de 3,72% para 3,96%) e a para 2025, foco principal da política monetária, também aumentou significativamente – de 3,64% para 3,80%.

    Tanto as projeções do Copom quanto as do mercado seguem bem acima da meta contínua, de 3% que deve ser oficializada pelo governo na semana que vem. Para horizontes mais longos, o Focus também mostra desancoragem.

    Juro real

    O país segue em segundo lugar no ranking mundial dos juros reais (descontada a inflação à frente). Segundo levantamento do site MoneyYou com 40 economias, o Brasil passa a ter uma taxa de juros real de 6,79%, apenas atrás da Rússia (8,91%). Em terceiro, aparece o México (6,52%).

    A média das 40 economias pesquisadas é de 0,36%. Até a informação mais recente divulgada pelo BC, o juro neutro brasileiro, que não estimula nem contrai a economia e, consequentemente, não acelera nem alivia a inflação brasileira, era estimado pela instituição em 4,5%.

    Em reunião do mercado com o BC no início deste mês, economistas cogitaram a possibilidade de o juro real neutro já estar próximo da casa de 6%.