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BCE vê possibilidade no fim do ciclo de corte de juros

Posição foi justificada diante da manutenção de uma "perspectiva favorável" e defesa de uma postura cautelosa

Isabella Pugliese Vellani, do Estadão Conteúdo
Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha  • 16/03/2023. REUTERS/Heiko Becker/File Photo
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O BCE (Banco Central Europeu) mencionou que a opinião de que o ciclo de cortes nas taxas de juros havia chegado ao fim foi expressa na última reunião monetária entre 29 e 30 de outubro, segundo a ata publicada nesta quinta-feira (27).

A posição foi justificada diante da manutenção de uma "perspectiva favorável" e defesa de uma postura cautelosa.

"Desde que as expectativas de inflação permaneçam firmemente ancoradas, a política monetária não deve ser ajustada em resposta a flutuações moderadas e temporárias da inflação em torno da meta, mas apenas se uma variação significativa da meta fosse esperada no médio prazo", observou a ata.

"A perspectiva macroeconômica resiliente reforçou a visão do mercado de que os juros continuam em um bom patamar."

O documento ressaltou que a manutenção dos juros nos níveis atuais permite que se espere por mais informações para avaliação de fatores de risco - opção considerada como "vantajosa".

"Argumentou-se também que o nível atual das taxas de juro deve ser considerado suficientemente robusto para gerir choques, tendo em conta os riscos inflacionários bilaterais e considerando uma ampla gama de cenários possíveis", acrescentou o documento.

Ao mesmo tempo, de acordo com o texto, também foi expressa a opinião de que é importante manter a mente "totalmente aberta" quanto à possível necessidade de um novo corte na taxa de juros.

Por outro lado, diante a redução da incerteza sobre o impacto econômico das políticas comerciais dos EUA, a incerteza em torno da trajetória da taxa de juros do BCE também diminuiu.

A perspectiva de inflação permaneceu praticamente inalteradas, com ela próxima da meta de médio prazo de 2%, mas houve a ponderação de que os riscos de tensões comerciais mais amplas e interrupções na cadeia de suprimentos - incluindo o aumento de tarifas, restrições à exportação de matérias-primas essenciais e tensões geopolíticas - ainda eram considerados significativos.

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