Black Friday: conheça os golpes mais comuns aplicados na data e como evitar

Evento traz descontos e ofertas, mas também aumenta o número de fraudes em compras

Fernanda Pinotti, da CNN Brasil
Veja os principais golpes aplicados na Black Friday  • Pexels/Negative Space
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A Black Friday está chegando e a atenção dos consumidores para não cair em golpes deve ser redobrada, já que o número de compras e oportunidades fraudulentas cresce nessa época.

"Durante o período de promoções, os criminosos intensificam as tentativas de fraude, explorando o aumento de tráfego nos sites e a pressa dos consumidores em aproveitar ofertas. O resultado é que tanto consumidores quanto lojistas acabam enfrentando prejuízos financeiros e danos à reputação", explica Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos, fintech especializada em pagamentos para compras on-line.

Quais os principais golpes da Black Friday e como evitar ser vítima

  • URLs falsas que imitam as originais: golpistas costumam criar endereços de sites que se parecem com os de lojas oficias, mas que possuem pequenas diferenças, como uma letra ou pontuação diferentes. Desconfie de sites com terminações incomuns (.net, .org) e de links compartilhados por mensagens ou redes sociais.
  • Ausência do cadeado de segurança e do HTTPS: sites legítimos costumam usar criptografia para proteger os dados do usuário, e é possível verificar a segurança do portal verificando se o ícone de cadeado (que indica "conexão segura") aparece ao lado do site na barra de endereço. Além disso, também é importante verificar se o endereço começa com https:// (o “s” também indica uma conexão segura).
  • Pedidos de dados pessoais fora da plataforma de vendas: evite enviar dados pessoais ou dados bancários através de formulários, mensagens de texto ou chats externos. É importante checar se o ambiente de pagamento é considerado seguro.
  • Descontos falsos e "metade do dobro": uma das práticas mais comuns, inclusive em lojas legítimas, é aumentar o preço dos produtos dias antes da data e anunciar um grande desconto em cima deste novo preço. A recomendação é monitorar os preços dos produtos que você quer comprar com antecedência, usando comparadores como Zoom e Buscapé.
  • Golpes com Pix e boletos falsos: ao selecionar um destes métodos de pagamento, é preciso checar sempre a procedência de boletos e chaves Pix enviados pelas empresas antes de pagar pelo produto. Verifique os dados do destinatário, confirme o CNPJ da empresa e, em boletos, cheque se os primeiros dígitos da linha digitável correspondem ao banco emissor.

À CNN, Diogo Sersante, especialista em prevenção a fraudes da Incognia, destaca que os golpes mais comuns fazem parte da prática de phishing.

"É um tipo de fraude por engenharia social que se resume ao fraudador se passar por uma organização de confiança", disse Sersante. “Além disso, fique atento a qualquer contato recebido se passando por instituição financeira e não forneça suas credenciais de acesso em nenhuma hipótese.”

Alessandro Fontes, co-fundador da plataforma especializada em verificação de golpes Site Confiável, ainda alerta que a presença do "https" no início do endereço do site não é, por si só, uma garantia de confiabilidade, já que os golpistas costumam pensar nisso.

"Esse protocolo serve para criptografar os seus dados durante uma transação de informações, mas isso não é garantia nenhuma de segurança. A maioria dos sites fraudulentos possuem o 'https'", disse Fontes à CNN.

Gilberto Reis, o COO da Runtalent, empresa de soluções digitais, dá mais uma dica: verificar o histórico e as avaliações do vendedor ou da loja antes de comprar. Perfis criados recentemente, sem comentários ou com poucas avaliações podem indicar golpe.

O que fazer após cair em um golpe?

"O primeiro passo é agir rápido", segundo Alex Tabor.

O especialista indica entrar em contato com o banco assim que perceber a fraude e interromper a transação imediatamente. Caso o golpe tenha sido via Pix, ele indica usar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), disponível em todas as instituições financeiras.

"Registre um boletim de ocorrência e reúna provas como prints e mensagens. Em seguida, notifique o Procon e o consumidor.gov.br para tentar resolver o problema junto à empresa", falou Tabor. "Por fim, troque suas senhas, ative autenticação em dois fatores e monitore movimentações suspeitas."

*Com informações de Diego Mendes, da CNN Brasil