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    Blockbuster: site da locadora de filmes faz atualização e fãs da marca especulam retorno da rede

    Empresa foi comprada pela Dish Network em 2011 e, atualmente, existe ainda uma loja nos Estados Unidos, que se apresenta como "a última Blockbuster"

    Última Blockbuster do mundo, em Bend, Oregon
    Última Blockbuster do mundo, em Bend, Oregon Foto: Reprodução/Airbnb (12.ago.2020)

    Sofia Kercherda CNN* em São Paulo

    A Blockbuster, rede de locadoras de filmes e videogames, pode estar voltando após quase uma década de encerramento das atividades. As especulações começaram nas redes sociais devido à atualização em seu site, que diz: “Estamos trabalhando para rebobinar seu filme”.

    Além disso, no dia 15 de março, a empresa brincou em tuíte: “Nova ideia de negócio: vamos voltar como banco e usar VHS e DVDs como moeda. Hora de ir visitar sua mãe”.

    As mensagens enigmáticas foram recebidas com grande empolgação pelos fãs da marca, que começaram a especular um possível retorno da Blockbuster.

    Tecnicamente, a marca nunca deixou de existir: embora a maioria de suas lojas tenha fechado, a empresa foi comprada pela Dish Network em 2011. Além disso, há uma última loja em Oregon, nos Estados Unidos, que se apresenta como “a última Blockbuster”.

    A CNN entrou em contato com a Dish Network sobre um possível retorno da marca, mas até a publicação da matéria não obteve resposta.

    Histórico da Blockbuster

    A empresa foi fundada em 1985 por David P. Cook no Texas, Estados Unidos. Ela chegou a ser a maior rede de locadora de filmes e videogames do mundo: em seu auge, ela teve mais 9 mil lojas espalhadas pelo mundo e 70 milhões de associados.

    No início dos anos 2000 começa sua decadência: segundo a Forbes, entre 2003 e 2005, a empresa perdeu 75% de seu valor de mercado. Em 2011, a Blockbuster decretou falência, à medida que tentava quitar US$ 1 bilhão em dívidas. No mesmo ano, foi comprada pela Dish Network, em um acordo de US$ 320 milhões.

    Em 2014, todas as lojas da marca foram fechadas — menos a loja em Oregon, que permanece até hoje. “Esta não é uma decisão fácil, mas o consumidor agora opta claramente por ferramentas de distribuição digital de entretenimento em vídeo”, disse Joseph Clayton, CEO da Dish Network, na época.

    A fala do presidente reflete o motivo central pelo qual a empresa foi à falência: a chegada dos serviços de streaming como Netflix e Hulu reduziu drasticamente a popularidade da marca.

    Inclusive, o cofundador da Netflix, Marx Randolph, escreveu em seu livro That Will Never Work (Isso Nunca Vai Funcionar, em inglês) que a Blockbuster cogitou adquirir a empresa por US$ 50 milhões em 2000, mas desistiu do negócio.

    No Brasil, a empresa foi comprada pelas Americanas em 2007, em um negócio de R$ 186,2 milhões. Na época, haviam 127 lojas espalhadas pelo país. Com o tempo, a marca foi adquirindo o formato da Americanas Express.

    *Sob supervisão de Ana Carolina Nunes