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    Brasil discute com Arábia Saudita investimentos em mineração, diz ministro

    Ministro de Minas e Energia afirmou à CNN que conversou com sauditas "de forma vigorosa" sobre transição energética e investimentos em mineração sustentável

    Priscila Yazbekda CNN

    Davos

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou à CNN nesta quinta-feira (18) que discutiu com o governo saudita investimentos em “mineração sustentável no Brasil” e também em transição energética.

    Silveira se reuniu com o ministro de Investimentos, Khalid Al-Falih, no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta quarta-feira (17), e informalmente com o ministro de Indústria e Mineração, Bandar Alkhorayef, com quem deve ter uma reunião bilateral nesta quinta-feira (18), no final da tarde.

    “Nós estamos aproveitando todo o tempo aqui em Davos, então na hora do almoço a gente marca uma bilateral. Ontem à noite eu tive uma bilateral com o ministro de Investimento e o ministro de Mineração da Arábia Saudita afim de discutir investimentos imprescindíveis para o Brasil em transição energética, já que essa é a nossa grande vocação. Eu vim à disposição dos sauditas, que são reconhecidos mundialmente como os maiores produtores e com o menor custo de combustíveis fósseis”, disse Silveira.

    Na entrevista que aconteceu enquanto o ministro se deslocava de um complexo a outro do fórum de Davos, nos tradicionais carrinhos de golfe do evento, Silveira afirmou que discutiu com os sauditas a transição energética “de forma muito vigorosa” e que o ministro manifestou desejo de fazer investimentos nos setores de energia e mineração no Brasil.

    “O Brasil é reconhecido pelos seus potenciais minerais, pela nossa extensão territorial, pelas nossas riquezas naturais, pelos minerais críticos. As terras raras são extremamente imprescindíveis para a transição energética e nós não podemos deixar de, de forma ambientalmente correta, discutir com o mundo os investimentos no Brasil em mineração sustentável e segura para que nós possamos aproveitar essa janela de oportunidades que é a transição energética”, disse Silveira.

    O ministro de Minas e Energia afirmou ainda que o Brasil “tem uma regulação reconhecida no Fórum em Davos por todos os países” e disse que sua Pasta obteve avanços significativos em hidrogênio verde nas conversas realizadas com líderes internacionais no evento. 

    Aproximação com sauditas

    Questionado sobre as críticas em relação à aproximação do governo brasileiro da Arábia Saudita, o ministro repetiu o discurso feito por Lula de que o Brasil conversa com todos os atores. O príncipe herdeiro saudita, Mohammad Bin Salman, é acusado de mandar esquartejar um jornalista. O encontro de Lula com Salman na Arábia Saudita, antes da participação da COP28 em Dubai, rendeu críticas.

    Também em meio à COP28, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou a criação de uma subsidiária da estatal no país, que se chamaria Petrobras Arábia.

    “O presidente Lula, sobre essa subsidiária, se manifestou publicamente na nossa saída dos Emirados Árabes Unidos. Ele disse que não tinha conhecimento sobre a possibilidade de a Petrobras ter uma subsidiária ali, mas o fato é que o Brasil voltou a dialogar com o mundo, o mundo hoje é globalizado, a economia é globalizada é importante que o diálogo seja permanente”, disse Silveira.

    Mas o ministro admitiu que existem divergências. “Em alguns pontos, nós podemos divergir de outros países, mas uma coisa que nos leva à convergência é a economia, a economia global precisa crescer. A única forma sustentável de combater a desigualdade é através da geração de emprego e renda e é isso que o presidente Lula sabe fazer de melhor: dialogar, fazer a boa política, discutir os problemas reais da sociedade e nós estamos aqui o representando em Davos exatamente fazendo isso”, afirmou.