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    Brasil foi um dos poucos países que diminuíram concentração bancária, afirma Campos Neto

    Presidente do BC atribuiu esse movimento a entrada de novas empresas no mercado com mudanças tecnológicas

    Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília
    Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 24/02/2021 - REUTERS/Ueslei Marcelino

    Cícero Cotrim e Marianna Gualter, do Estadão Conteúdo

    O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira (10) que o Brasil é um dos poucos países do mundo que diminuíram a concentração bancária. Ele atribuiu esse processo a mudanças tecnológicas que permitiram a entrada de novas empresas no mercado.

    “Nós temos menos concentração agora”, afirmou, em um webinar da Constellation Asset.

    “Isso não quer dizer que os bancos maiores estejam desempenhando pior. Muito pelo contrário, muitos dos grandes bancos estão indo bem, e todos estão abraçando a mudança tecnológica”, acrescentou.

    Segundo o presidente do BC, desde a crise de 2008 vários países decidiram aumentar a concentração bancária para fortalecer o sistema financeiro. Agora, ele disse, é possível descentralizar o sistema e reduzir a concentração, mas isso exige planejamento e tecnologia.

    “Você pode diminuir a barreira de entrada com tecnologia, de forma a reduzir a concentração, melhorar os spreads e a qualidade dos serviços e aumentar a bancarização. Os grandes bancos não vão ser menores: eles vão ter pedaços menores da torta, mas é uma torta muito maior. Foi isso que conseguimos fazer no Brasil”, afirmou Campos Neto.