Brasil retrocede na agenda internacional com moeda comum, diz presidente do Insper

Em entrevista à CNN, Marcos Lisboa avaliou que o Brasil "retrocede na agenda internacional" ao propor vínculos com a Argentina, sobretudo a proposição de uma moeda comum

Tamara Nassif e Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo
Marcos Lisboa, presidente do Insper, em entrevista à CNN
Marcos Lisboa, presidente do Insper, em entrevista à CNN  • Reprodução / CNN
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Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (23), Marcos Lisboa, presidente do Insper, avaliou que o Brasil "retrocede na agenda internacional" ao propor vínculos com a Argentina, sobretudo a proposição de uma moeda comum entre ambos os países.

"O Brasil tem várias oportunidades de expandir, de fato, seu comércio e de ficar mais assemelhado às regras que regem os países desenvolvidos. Infelizmente, retrocedemos na agenda ao fazer esse vínculo com a Argentina, que tem problemas imensos a serem enfrentados", disse ele.

"Vamos deixar a OCDE passar, acordos com a comunidade europeia passarem, que são o que valem a pena com o país, e sobretudo o leste asiático, que é muito complementar à economia brasileira."

Na visão de Lisboa, os países do leste asiático deveriam ser a prioridade do Brasil, à medida que "eles fazem bem o que nós não fazemos, e produzimos coisas que eles precisam imensamente".

"O Brasil se beneficiou muito do comércio com o leste asiático. Essa deveria ser a nossa prioridade, e não esse jogo de cena com a Argentina que começa com nada e vai terminar em nada."

Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima. 

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