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British Airways, Lufthansa e Air France: Aéreas tombam com conflito no Irã

Aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai, o hub internacional mais movimentado do mundo, e Doha, fecharam pelo terceiro dia consecutivo

Da Reuters
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As ações do setor de viagens caíam com força nesta segunda-feira (2) uma vez que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã interrompeu voos em todo o mundo, forçou o fechamento de importantes hubs no Oriente Médio e fez os preços do petróleo dispararem.

Aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai, o hub internacional mais movimentado do mundo, e Doha, fecharam pelo terceiro dia consecutivo, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos em um dos maiores choques da aviação dos últimos anos.

Os preços do petróleo subiram 7%, atingindo o maior nível em meses, à medida que o Irã e Israel intensificavam os ataques, danificando petroleiros e interrompendo os embarques da importante região produtora.

As ações da TUI, a maior empresa de viagens da Europa, caíam 7% no início do pregão, enquanto a IAG, proprietária da British Airways, tinha queda de 9% e a Lufthansa e a Air France-KLM perdiam 7%.

A rede hoteleira Accor e a empresa de cruzeiros Carnival também registravam quedas acentuadas.

As ações das companhias aéreas americanas recuavam cerca de 5% nas negociações de pré-abertura.

Analistas citaram o aumento dos custos de combustível, cancelamentos e despesas com redirecionamentos como os principais pontos de pressão para as companhias aéreas.

“Acreditamos que uma zona de guerra ativa, juntamente com as consequentes interrupções nos voos (devido ao fechamento do espaço aéreo e dos aeroportos), deve reduzir o apetite por viagens na região”, disse a B Riley Securities em uma nota.

As companhias aéreas do Oriente Médio continuaram a cancelar voos nesta segunda-feira, enquanto analistas alertavam que as interrupções podem durar semanas.

“Devido ao fechamento temporário do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, a flydubai suspendeu temporariamente todos os voos de e para Dubai até as 15h (hora local dos Emirados Árabes Unidos) de terça-feira, 3 de março de 2026”, disse um porta-voz da companhia aérea.

As companhias aéreas asiáticas também foram afetadas. A japonesa ANA Holdings, a Air China, a China Southern Airlines, a China Eastern Airlines, a malaia AirAsia X e as taiwanesas China Airlines e EVA Airways caíam pelo menos 4%.

A Cathay Pacific, que chegou a cair 7% antes de reduzir as perdas, cancelou todos os voos para o Oriente Médio, incluindo serviços de passageiros para Dubai e Riade, até novo aviso. “Estamos dispensando as taxas de remarcação e redirecionamento para os clientes afetados”, afirmou.

A Singapore Airlines cancelou voos de e para Dubai até 7 de março, enquanto a Japan Airlines suspendeu os voos Tóquio-Doha.

“Para as companhias aéreas (do Leste Asiático), o número de voos que elas têm para os aeroportos que foram fechados é bastante limitado”, disse o analista independente de aviação Brendan Sobie. “Mas é claro que há o impacto potencial dos preços mais altos do petróleo e da instabilidade política/econômica global.”

Ele acrescentou que as companhias aéreas indianas estavam particularmente expostas devido aos intensos horários de voos para o Oriente Médio, que atendem trabalhadores migrantes, e à proibição do uso do espaço aéreo do Paquistão em voos de e para a Europa.

A Air India cancelou voos nesta segunda-feira entre a Índia e Zurique, Copenhague e Birmingham, bem como para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Israel e Catar. A companhia informou que os voos para Nova York e Newark irão reabastecer em Roma.

A provedora de dados VariFlight disse que as companhias aéreas da China continental cancelaram 26,5% dos voos para o Oriente Médio de 2 a 8 de março.

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