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    Campos Neto é um adversário político e ideológico, diz Lula

    Presidente ainda afirmou que, com a saída de Campos Neto do BC em dezembro, as coisas “vão voltar ao normal”

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do G7 em Borgo Egnazia, Itália
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do G7 em Borgo Egnazia, Itália 14/06/2024REUTERS/Louisa Gouliamaki

    Gabriel Garciada CNN Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nesta sexta-feira (21), o classificando como adversário político e ideológico.

    “A desvalorização do real não preocupa o governo, pois quando você é governo e tem um problema preocupante, você tenta mudar esse problema”, disse o presidente à rádio Mirante News, em São Luís.

    “Já fui eleito presidente há 1 ano e 7 meses. O presidente do BC é um adversário político, ideológico e do modelo de governança que fazemos”, disse Lula.

    Lula ainda afirmou que, com a saída de Campos Neto do BC em dezembro, as coisas, “vão voltar ao normal”

    “Ele foi indicado pelo governo anterior e faz questão de dar demonstração de que ele não está preocupado com nossa governança, e sim com o que ele se comprometeu. Estamos chegando no momento de tirar ele e indicar outra pessoa. Eu acho que as coisas vão voltar à normalidade”, afirmou o presidente.

    Outras críticas de Lula

    Na última terça-feira (18), Lula acusou Campos Neto de trabalhar para prejudicar o país, argumentando que o comportamento da autarquia é a única “coisa desajustada” no Brasil no momento.

    “É o comportamento do Banco Central. Essa é uma coisa desajustada. Um presidente do BC que não demonstra nenhuma capacidade de autonomia, que tem lado político, e que, na minha opinião, trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar o país. Não tem explicação a taxa de juros do jeito que está”, disse o presidente.

    Campos Neto, que recebeu em Londres, o prêmio “Banco Central do Ano”, destacou a importância da autonomia do BC. “Um banco central independente pode entregar melhor trabalho à sociedade”, afirmou.