Carga de outubro teve redução de 3,4% em relação a 2020, diz ONS
Queda foi puxada pelo Sudeste, por conta de temperaturas mais baixas que as habituais para o período na região
A carga brasileira de energia no mês de outubro foi 3,4% menor que a disponibilizada no mesmo período do ano passado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Boletim Carga Mensal. Quando comparada com setembro deste ano, a redução foi menor: 2,7%, de acordo com o órgão federal.
De acordo com o observatório, contribuíram para o fato as temperaturas abaixo da média normal do mês de outubro, principalmente nas áreas dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul.
Esse fenômeno, de acordo com o ONS, é classificado como fortuito. O boletim aponta ainda que, apesar da redução sazonal, a carga do SIN aumentou 4,5% nos últimos 12 meses.
A publicação destacou ainda que, embora o índice de confiança da indústria esteja acima dos níveis pré-pandemia, o que tenderia a se converter em aumento de consumo porque o setor é eletrointensivo. No entanto, os crescimentos da produção e das vendas desacelerou por conta da escassez de matéria-prima e das pressões sobre os preços. Estão entre elas a inflação e a desvalorização do real frente ao dólar.
O padrão de carga variou nas quatro regiões do país. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, região que tem 60% do consumo industrial do país, a queda foi de 6% em relação a setembro. No Sul, 3,4% de queda. No entanto, houve aumentos no Norte (3,3%) e no Nordeste (2,3%).
O ONS monitora ainda os níveis de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Segundo o órgão, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste apresenta 19,61% da capacidade hídrica total. Em setembro, apontado como o pior momento da crise hídrica, o patamar chegou a 16%. O período chuvoso, que deve recompor gradualmente, em parte, os níveis das usinas, começou justamente neste mês de novembro.
Em 19 de novembro, a pedido da CNN, um levantamento do ONS estimou que sejam necessários pelo menos três anos para que os reservatórios das hidrelétricas brasileiras voltem alcançar os níveis considerados ideais de armazenamento de água. No entanto, na ocasião, o órgão não estabeleceu um patamar geral como meta, sob a alegação de que o nível variaria de acordo com o perfil de cada reservatório.


