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    Cenário no Brasil é positivo, é só não fazer tolice e respeitar limites fiscais, diz Mansueto Almeida

    Ex-secretário do Tesouro também pontua que governo precisa se esforçar para entregar a meta de reverter déficit nas contas primárias

    Mansueto ressaltou também diferencial da matriz energética amplamente baseada em fontes renováveis do Brasil
    Mansueto ressaltou também diferencial da matriz energética amplamente baseada em fontes renováveis do Brasil Foto: Adriano Machado/Reuters

    Eduardo Laguna, do Estadão Conteúdo

    O ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida avaliou que os fundamentos econômicos no Brasil estão hoje mais saudáveis do que no passado e que o país está em posição favorável para aproveitar as oportunidades da agenda ambiental.

    Para isso, observou, basta o governo não fazer “tolice” e respeitar alguns limites fiscais.

    Durante evento sobre investimentos na era das mudanças climáticas organizado pela gestora Converge Capital, Mansueto, que é economista-chefe do BTG Pactual, avaliou que a inflação, entre 3,5% e 4% ao ano, deixou de ser um problema.

    Ressaltou também o diferencial da matriz energética amplamente baseada em fontes renováveis do Brasil.

    Ele citou ainda o imenso potencial do país de elevar a produção de grãos sem desmatamento, graças a tecnologias que permitem a fertilidade ou melhoram a produtividade do solo.

    “Temos um cenário positivo. É só não fazer tolice e respeitar alguns limites de gasto fiscal”, alertou o economista.

    “O Brasil tem toda chance de sair vencedor do processo de maior exigência ambiental. Temos que estimular a agenda ambiental porque podemos nos beneficiar”, acrescentou Mansueto.

    Em entrevista a jornalistas após participar do evento, ele disse que o governo terá que se esforçar para entregar a meta de reverter o déficit nas contas primárias.

    Em paralelo, para obedecer o limite de gastos do novo arcabouço, que permite aumento das despesas em no máximo 2,5% acima da inflação, será preciso controlar o avanço dos gastos obrigatórios.

    “Caso contrário, não vamos ter ajuste fiscal, e todos vão ser prejudicados”, disse o economista-chefe do BTG.

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