China concorda em comprar 200 jatos Boeing, diz Trump

Acordo com a gigante americana marca o primeiro grande negócio em quase uma década, com potencial para 750 aeronaves

Jarrett Renshaw, Susan Heavey, Shivansh Tiwary, Dan Catchpole e Michelle Nichols, da Reuters
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A China concordou em comprar 200 jatos Boeing, com potencial para que o pedido chegue a 750 aeronaves, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, a repórteres na sexta-feira, acrescentando que os aviões teriam motores da GE Aerospace.

O acordo "inclui aproximadamente 200 aviões e a promessa de até 750 se o trabalho for bem-sucedido", disse Trump a repórteres. Mais detalhes sobre o acordo, como o tipo de jatos e quando o pedido seria entregue, não estavam disponíveis imediatamente.

Os pedidos, se finalizados, representariam o primeiro grande acordo da Boeing com a China em quase uma década, depois que a fabricante de aviões americana foi praticamente excluída do segundo maior mercado de aviação do mundo em meio às tensões comerciais entre Pequim e Washington.

 

As ações da fabricante de aviões americana caíram quase 4% na quinta-feira (14), depois que Trump disse à Fox News Channel que a China havia concordado em comprar 200 jatos, um número bem abaixo das expectativas dos analistas.

Elas caíram cerca de 2,4 % nas negociações da manhã de sexta-feira (15), enquanto as ações da GE Aerospace recuaram 2%.

Fontes haviam dito anteriormente à Reuters que uma encomenda de cerca de 500 jatos estava em discussão antes do encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping.

Uma encomenda de mais de 500 jatos, caso se concretize, seria a maior da história da aviação, superando o acordo de 500 aeronaves Airbus da IndiGo, embora a compra da China provavelmente seja dividida entre suas três principais companhias aéreas estatais.

A Boeing não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.

A CEO da empresa, Kelly Ortberg, e o CEO da GE Aerospace (GE.N), Larry Culp, estavam entre o grupo de executivos americanos que acompanharam Trump à China na esperança de fechar acordos ou resolver disputas comerciais.

Para a China, uma encomenda tão grande garantiria capacidade para continuar expandindo seu mercado de aviação, visto que a produção de sua aeronave de fuselagem estreita COMAC C919, de fabricação nacional, está aquém das metas ambiciosas.

Isso também ajudaria a Boeing a diminuir a diferença para a rival Airbus, que abriu uma grande vantagem na China nos últimos anos.

O acordo seria uma vitória muito necessária para Trump, cujas tarifas agressivas e outras políticas comerciais até agora não conseguiram reduzir significativamente o grande déficit comercial dos EUA.

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