China diz manter diálogo contínuo em diferentes níveis com os EUA

País declarou que trabalha para administrar divergências e preservar a estabilidade das relações comerciais bilaterais

Pedro Lima, do Estadão Conteúdo
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A China afirmou que mantém diálogo contínuo com os Estados Unidos em diferentes níveis e que trabalha para administrar divergências e preservar a estabilidade das relações comerciais bilaterais.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, após a reunião entre os líderes dos dois países realizada em Busan, as duas partes seguiram em contato por meio do mecanismo de consultas econômicas e comerciais.

De acordo com a pasta, Pequim está disposta a avançar na comunicação com Washington com base nos princípios de "respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação para ganhos para os dois lados", buscando um relacionamento econômico e comercial "estável, saudável e sustentável".

As autoridades chinesas ressaltaram que a experiência recente demonstra que diferenças podem ser tratadas por meio de diálogo em condições de igualdade, evitando escaladas e incertezas para a economia global.

O governo enfatizou que a gestão adequada de disputas e o uso efetivo dos canais institucionais de consulta são essenciais para dar previsibilidade aos fluxos de comércio e investimento entre as duas maiores economias do mundo.

Esse discurso de defesa do diálogo e da cooperação econômica também se reflete na postura da China em relação a outros parceiros.

No caso da Finlândia, em comunicado paralelo, o Ministério do Comércio destacou que os dois países mantêm relação econômica sólida, sob orientação estratégica dos líderes. Em 2025, o comércio bilateral superou US$ 8 bilhões, enquanto o estoque de investimentos de mão dupla ultrapassou US$ 23 bilhões.

Durante a visita do primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo, à China, autoridades e empresários dos dois lados participaram da sexta reunião do Comitê de Cooperação entre Empresas Inovadoras, em Pequim, com a assinatura de um memorando de entendimento e de diversos acordos comerciais, sinalizando a intenção de aprofundar a cooperação em áreas como inovação, energia limpa e economia digital.

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