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    Chuvas afetam fase final da safra de soja e milho do Rio Grande do Sul

    Até quinta-feira da semana passada, o Rio Grande do Sul havia colhido 66% das áreas de soja e 82% das de milho

    Avião da FAB sobrevoa região alagada após fortes chuvas no Rio Grande Sul
    Avião da FAB sobrevoa região alagada após fortes chuvas no Rio Grande Sul Força Aérea Brasileira

    Reuters

    As chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul trouxeram prejuízos para lavouras de soja e milho, ainda que a maior parte das áreas já tenha sido colhida no estado, enquanto há preocupações com a qualidade e volumes das safras remanescentes nos campos, afirmaram a Rural Clima, um analista da AgRural e um corretor de grãos.

    O grande volume de chuvas já causou a morte de pelo menos 13 pessoas, levando o estado a decretar estado de calamidade pública.

    Os prejuízos na zona rural só não são maiores porque o estado — que caminha para ser o segundo produtor de soja do Brasil na safra 2023/24, atrás de Mato Grosso –, já colheu a maior parte das lavouras de soja e milho da temporada.

    Até quinta-feira da semana passada, o Rio Grande do Sul havia colhido 66% das áreas de soja e 82% das de milho, segundo dados da Emater, que ainda não atualizou os números desta semana.

    “As chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul já vêm causando inúmeros transtornos e prejuízos… perdas nas áreas de soja, milho e arroz e outras culturas, mas também transtornos no meio urbano, já que muitas estradas estão bloqueadas…”, disse o agrometeorologista da Rural Clima Marco Antônio dos Santos, em boletim nesta quinta-feira (2).

    Segundo ele, nos próximos dias continuará chovendo em grande parte da metade norte do Rio Grande do Sul, além do extremo sul de Santa Catarina.

    “Essas chuvas muito volumosas e sem intervalo com sol para colher sempre acabam trazendo prejuízos na questão da qualidade”, disse o analista da AgRural Adriano Gomes.

    Segundo ele, a porção noroeste do Rio Grande do sul já está com a colheita na reta final, enquanto na parte ao sul há mais áreas por colher, “e é onde a preocupação é maior nesse momento”.

    “Claro que quem ainda tem soja na região noroeste para colher acaba sendo prejudicado, mas boa parte já foi retirada do campo antes dessa onda de chuva mais recente”, pontuou.

    Um corretor de grãos em Passo Fundo disse que cerca de 40% da soja ainda não foi colhida no sul do Rio Grande do Sul, enquanto no norte cerca de 80-90% da safra já foi colhida.

    No final de semana, as chuvas diminuem, dando uma trégua entre domingo e segunda.

    Porém, disse o meteorologista da Rural Clima, uma nova frente fria deve se formar no Sul entre 6 e 7 de maio, e a partir do dia 9 novas chuvas estão previstas para o Rio Grande do Sul. “Volumes menores, mas qualquer chuva em solo extremamente encharcado já é caos.”