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    Com 1 milhão de certificados, Pará fará primeira emissão de créditos de carbono em junho

    Não há informações sobre o valor ou as empresas envolvidas; em dezembro, Barbalho se reuniu com companhias globais interessadas nessas transações

    Danilo Moliternoda CNN

    O estado do Pará deve fazer sua primeira emissão de créditos de carbono na London Climate Action Week, que acontece no dia 30 de junho. A comunicação do governador Hélder Barbalho confirmou à CNN que a operação vai envolver cerca de 1 milhão de créditos.

    Não há informações sobre o valor ou as empresas envolvidas. Em dezembro, na COP28 em Dubai, Barbalho se reuniu com um grupo de representantes de companhias globais interessadas em transações no mercado de carbono.

    Na ocasião, foi apresentado às multinacionais o processo de construção do sistema de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) no Pará, que possibilita as transações no mercado de carbono. Foi criada uma companhia estatal para administrar essas operações.

    A administração estadual indica ter carteira de R$ 156 milhões de créditos, o que significa um potencial de cerca de R$ 10 bilhões.

    Também nesta agenda, o Pará trabalha em edital de concessão para recuperação da vegetação nativa. A iniciativa faz parte da implementação do Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, cuja meta é recuperar 5,6 milhões de hectares no Estado até 2030.

    A expectativa do Executivo é de que 2,7 milhões de toneladas de CO2 sejam sequestradas da atmosfera ao longo dos 40 anos de concessão. Barbalho vê o modelo como atrativo tanto para o estado quanto para os investidores, visando a exploração de créditos de carbono no mercado voluntário.

    Barbalho cobra Norte global

    Também presidente do Consórcio Amazônia, Helder Barbalho cobrou, em evento realizado na Universidade Harvard e no Massachusetts Institute of Technology (MIT) no domingo (7), que o “Norte global” financie as soluções que a floresta tropical pode oferecer à transição verde e ao combate das mudanças climáticas.

    “O mundo tem reportado à Amazônia a responsabilidade pelo equilíbrio climático. O Norte global, que se industrializou e é o principal emissor de gases que comprometem o meio ambiente, olha como se fossemos os causadores. Queremos ser soluções, mas precisamos que as soluções baseadas na natureza sejam financiadas”, disse.

    Ainda participou da mesa com Barbalho Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas. Ela mencionou os desafios de formular a pasta, criada em 2023 pelo governo Lula. Sobre os trabalhos do Ministério, destacou que houve no último ano a demarcação de oito territórios indígenas, enquanto os dez anos anteriores totalizaram onze.