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    Com queda do petróleo, diesel fica mais caro no Brasil que no exterior

    Presidente Jair Bolsonaro voltou a pressionar a Petrobras e cobrou redução dos preços

    Nesta terça-feira (15), a cotação do barril tipo Brent caiu 6,54% na bolsa de Londres a US$ 99,91
    Nesta terça-feira (15), a cotação do barril tipo Brent caiu 6,54% na bolsa de Londres a US$ 99,91 Getty Images

    Raquel Landimda CNN

    Com a queda recente dos preços do petróleo, o diesel está 6% mais caro o Brasil que no Golfo do México, o que significa uma diferença de R$ 0,27. As importações do Brasil vêm do Golfo do México, por isso é usado como referência de preço.

    Já a gasolina está na paridade internacional. O combustível no mercado interno está 1% mais barato ou R$ 0,05. Os dados são da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

    Nesta terça-feira (15), o preço do petróleo fechou abaixo de US$ 100 o barril mesmo em meio a guerra entre Rússia e Ucrânia. Os investidores estão otimistas com a retomada das negociações entre os dois países e, também, atentos ao surto de Covid-19 na China, que pode prejudicar a economia global.

    A cotação do barril tipo Brent caiu 6,54% na bolsa de Londres a US$ 99,91. No mercado americano, o WTI recuou 1,24% para US$ 95,24.

    Os preços do petróleo, no entanto, têm sofrido com a forte volatilidade. Na semana passada, o preço do barril chegou a ultrapassar os US$ 130. E a defasagem média chegou a 30% na gasolina e, no diesel, a 40%, inviabilizando as importações e colocando em risco o abastecimento.

    Com a queda do petróleo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a pressionar a Petrobras e cobrou redução dos preços. “Estamos tendo notícia de que nos últimos dias o preço do petróleo lá fora tem caído bastante. A gente espera que a Petrobras acompanhe o preço lá fora”, disse em cerimônia no Planalto.

    Fontes ligadas a Petrobras dizem que a estatal não vai reduzir os preços imediatamente e pretende aguardar pelo menos até a próxima semana. A avaliação dos técnicos é que o mercado está muito volátil e os importadores ainda estão organizando suas compras para abastecer o mercado. A política da estatal tem sido só anunciar reajustes – para cima ou para baixo – depois de um algum tempo de avaliação.

    Bolsonaro está insatisfeito com o mega reajuste anunciado na semana passada pela Petrobras, que elevou os preços da gasolina em 18,7%, do diesel, em 24,9%. A estatal, no entanto, estava há 57 dias sem subir o valor cobrado nas refinarias a despeito da firme alta do petróleo no mercado internacional.