Com queda na economia, mercado já prevê corte maior e Selic a 1,5%
Este movimento tenta tornar o crédito mais barato e incentivar que quem tem dinheiro invista na economia real

A forte recessão, a inflação controlada e a melhora recente das condições do mercado financeiro têm aumentado o número de analistas que acreditam que o Banco Central poderá ser ainda mais agressivo no corte de juro, aponta reportagem do jornal Valor Econômico.
No episódio de hoje:
- Volume de cédulas em circulação cresceu 19% em dois meses;
- Desde o agravamento da pandemia e a decisão de pagar auxílio emergencial aos mais pobres, o BC já colocou 1,2 bilhão de novas cédulas;
- Juntas correspondem a R$ 62 bilhões, ou 80% do dinheiro liberado pelo governo no auxílio emergencial;
- São 620 milhões de notas de 50, 259 milhões de notas de 100 e quase 200 milhões de notas de 20;
- Como o brasileiro ainda usa muito o dinheiro vivo, havia a preocupação de faltar cédulas;
- Para mitigar o problema, a Caixa também tem incentivado as operações eletrônicas;
- O governo pegou, no mercado internacional, um empréstimo de USS 3,5 bilhões;
- A operação foi feita com a emissão de títulos do Tesouro Nacional;
- Bancos e investidores chegaram a oferecer quase USS 30 bilhões para o Brasil;
- Com tanta oferta, o juro acabou ficando abaixo do esperado pelo Tesouro Nacional;
- A notícia ajudou o mercado de câmbio e o dólar fechou o dia em queda de 2,38%, a RS 5,08;
- É o menor valor desde 26 de março, última vez em que a cotação ficou abaixo de RS 5;
- Na Bolsa, o Ibovespa fechou a 93 mil pontos, maior pontuação desde 6 de março;
- O mercado tem tido dias positivos com a expectativa sobre a retomada da economia no mundo e no Brasil;
- Com tudo isso, analistas começam a acreditar num corte ainda mais forte na taxa de juros, abaixo de 2%;
- Reportagem do jornal Valor Econômico cita como exemplo o BNP Paribas, que acha que esse número poderá cair até 1,5%;
- Este movimento tenta tornar o crédito mais barato e incentivar que quem tem dinheiro invista na economia real;
- O mesmo mercado prevê uma inflação de 1,55% em 2020. Com a Selic tão próxima desse valor, o juro real no país ficaria próximo de zero ou até negativo;
- O novo presidente do Banco do Nordeste, Alexandre Cabral, só ficou um dia no cargo;
- Ele foi nomeado na terça (2) e destituído pelo conselho de administração do banco estatal na quarta (3); - Uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo mostrou que o trabalho de Cabral como presidente da Casa da Moeda está sendo investigado pelo TCU;
- Sua indicação teria partido dos parlamentares do Centrão, mais especificamente de Valdemar da Costa Neto, ex-deputado preso por causa do Mensalão;
- Deputados do parlamento holandês aprovaram moção contra o livre comércio entre União Europeia e Mercosul;
- A decisão foi motivada principalmente pela política agrícola e do meio ambiente do governo Bolsonaro;
- Analistas do banco ING avaliam que a decisão revela aumento do sentimento anti livre comércio para proteger os agricultores locais;
- Governo Trump ameaça proibir companhias aéreas chinesas de voarem aos Estados Unidos;
- A Casa Branca informou que a medida seria uma reação à decisão do governo chinês de proibir que as aéreas americanas voassem para seus aeroportos;
- AGENDA: Estados Unidos divulgam às 9h30 novos dados sobre os pedidos de seguro-desemprego.