Combustíveis reduzem pressão e alta do IGP-M desacelera a 0,84% em maio

Índice desacelerou com perda de força dos preços ao produtor e queda de transportes no varejo

Rafaela Panessa, da CNN Brasil, em São Paulo
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O IGP-M (Índice Geral de Preços — Mercado) desacelerou em maio, influenciado pela menor pressão dos combustíveis e dos preços ao produtor, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O indicador subiu 0,84% no mês, após alta de 2,73% em abril.

Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,79% no ano e de 1,95% em 12 meses. Em maio de 2025, o índice havia recuado 0,49% e acumulava avanço de 7,02% em 12 meses.

Segundo a FGV, a menor intensidade do índice em maio foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional , que não provocou choques adicionais relevantes nas cadeias produtivas.

O movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços ao produtor.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que compõe o IGP-M, subiu 0,91% em maio, bem abaixo da alta de 3,49% observada em abril. Entre os bens intermediários, a variação passou de 2,81% para 1,43%.

Já o índice de bens intermediários que exclui combustíveis e lubrificantes para a produção desacelerou de 2,11% para 0,87%.

No varejo, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) também perdeu força, ao passar de 0,94% em abril para 0,61% em maio. O recuo foi influenciado principalmente pela classe de Transportes, que saiu de alta de 2,26% para queda de 0,31% .

De acordo com a FGV, a alta mais moderada dos preços ao consumidor também refletiu a queda dos combustíveis e de alguns alimentos.

O IGP-M é usado como referência para reajustes de contratos, como aluguéis, e também acompanha variações de preços em diferentes etapas da economia, do atacado ao consumidor final.

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