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Comissão para analisar gastos primários será formada, diz Haddad

Ministro afirma que Fazenda fará suporte técnico para parlamentares; medida vai ajudar a ver o que é viável ou não de ser aprovado no Congresso

Cristiane Noberto e Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad  • 18/03/2025 REUTERS/Adriano Machado

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que será formada uma comissão com líderes do Congresso e apoio técnico da pasta para sistematizar propostas sobre gastos primários apresentadas por parlamentares e pelo próprio governo.

“Tem várias propostas do governo e várias propostas dos parlamentares sobre como corrigir eventuais excessos, redesenhar programas, tem várias propostas na mesa. O que eu pedi é o seguinte: vamos fazer um inventário dessas propostas e discutir com sobriedade, com os líderes, o que nós podemos encaminhar pelo Congresso”, disse a jornalistas após reunião com o presidente Lula.

Segundo ele, a intenção é fazer um "inventário das sugestões, avaliar a viabilidade política de cada uma e avançar com aquilo que tiver maior adesão entre as bancadas".

Haddad afirmou que há “muita coisa sendo discutida, mas de maneira não sistemática”. Para ele, a sistematização das propostas é um passo importante para garantir o avanço das propostas.

“O deputado Pedro Paulo [coordenador do grupo de trabalho sobre a reforma administrativa] tem as suas ideias, outros deputados têm outras ideias, o governo já mandou propostas para o Congresso desde o ano passado e nós temos que agora sistematizar essas boas ideias, algumas não estão boas, outras ótimas”, destacou.

O chefe da equipe econômica comparou a proposta de revisar os gastos tributários que foi sendo conversada com parlamentares ao longo das últimas semanas e chegaram a um consenso na redução de 10% desse contingente na reunião de domingo. A medida faz parte do pacote que será enviado ao Congresso e tem apoio dos presidentes das Casas Legislativas.

“Então nós precisamos ter um pouco da sensibilidade, do pulso do Congresso. Se não, acaba acontecendo o que aconteceu no ano passado, que uma boa parte das medidas acabaram não sendo apoiadas”, pontuou.

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