Como foco na Europa, A-29 Super Tucano agora pode abater drones
Uso massivo de drones tem sido uma das marcas das guerras modernas e se consolidou como uma das principais armas empregadas no conflito entre Rússia e Ucrânia

A Embraer anunciou que o A-29 Super Tucano, aeronave desenvolvida no Brasil e considerada um dos principais produtos da indústria de defesa nacional, passa a contar com capacidade para abater drones.
O abate será feito por meio de um conjunto de sensores e armamentos integrados ao avião.
Os sensores da aeronave recebem as coordenadas iniciais do alvo e, a partir disso, o sistema eletro-óptico/infravermelho é acionado para localizar o drone.
Com o alvo designado, o piloto pode realizar o disparo com foguetes guiados a laser ou com as metralhadoras.50 instaladas nas asas, capazes de neutralizar sistemas aéreos não tripulados.
Segundo a Embraer, o novo conceito de operação permite que operadores atuais e futuros adicionem a missão anti-drone ao A-29 sem precisar de uma nova versão da aeronave.
O uso massivo de drones tem sido uma das marcas das guerras modernas e se consolidou como uma das principais armas empregadas no conflito entre Rússia e Ucrânia, ao lado de mísseis de cruzeiro.
A corrida por soluções antidrone movimenta bilhões em pesquisa e desenvolvimento na indústria de defesa, impulsionada pela demanda crescente de governos por alternativas rápidas e de menor custo para lidar com esses sistemas modernos.
Recentemente, o Comitê de Catalogação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) reconheceu o Super Tucano.
Com a decisão, o avião passa a integrar o Sistema de Catalogação da Otan, um seleto grupo de equipamentos padronizados para uso e interoperabilidade entre os países membros da Organização.
Na prática, o reconhecimento facilita a troca de informações técnicas sobre o equipamento entre os países da Otan — o que pode abrir portas para futuras compras do modelo.
A aeronave também foi incluída em uma lista de “projetos de relevância” da Otan.
Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1 bilhão em aeronaves com peso entre 2 mil e 15 mil quilos, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).


