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Confiança da indústria do Brasil tem leve avanço em setembro, mostra FGV

Índice de Confiança da Indústria subiu 0,1 ponto na comparação com o mês anterior

da Reuters
Operário trabalha em fábrica de tubos metálicos, em São Paulo,
Operário trabalha em fábrica de tubos metálicos, em São Paulo  • 20/04/2012 - REUTERS/Nacho Doce
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A confiança da indústria no Brasil apresentou ligeiro avanço em setembro, interrompendo três meses seguidos de quedas, com a melhora das avaliações sobre o momento atual compensando o pessimismo com o futuro, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta sexta-feira (26).

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) subiu 0,1 ponto em setembro na comparação com o mês anterior, para 90,5 pontos, de acordo com os dados da FGV.

O ISA (Índice de Situação Atual), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, teve alta de 1,6 ponto e foi a 95,0 pontos.

"A melhora das avaliações sobre o momento atual dos negócios possui característica compensatória após o resultado mais fraco no mês passado, enquanto os estoques continuam em patamar acima do desejável na grande maioria dos segmentos", explicou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

O IE (Índice de Expectativas), indicador da percepção sobre os próximos meses, recuou 1,5 ponto, para 86,1 pontos, pior resultado desde junho de 2020 (75,8 pontos).

"Quanto ao futuro, o sentimento de pessimismo é notado em todas as categorias de uso. O resultado da sondagem está em linha com a complexidade do ambiente macroeconômico para o setor industrial. Neste segundo semestre, os empresários indicam desaceleração da atividade econômica, resultado de um ambiente de contração da política monetária e de aumento da incerteza, amplificada pelas questões externas envolvendo EUA e Brasil", completou Pacini.

Na véspera, o Banco Central piorou sua projeção de crescimento econômico em 2025 a 2%, ante patamar de 2,1% apontado em junho.

Após manter a taxa básica de juros Selic em 15%, o BC afirmou que, ao avaliar os efeitos acumulados do choque de juros, entrou em um novo estágio da política monetária que prevê taxa Selic inalterada por longo período para buscar a meta de inflação.

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