FGV: confiança em serviços em janeiro tem máxima em 8 meses no Brasil

Segundo a fundação, a expectativa para os próximos meses melhoraram

Camila Moreira, da Reuters, em São Paulo
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A confiança do setor de serviços do Brasil ⁠aumentou em janeiro e atingiu ‍o nível mais alto em oito meses, uma vez que as expectativas para os próximos meses melhoraram, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

No mês, o ICS (Índice de Confiança de Serviços) avançou 0,6 ponto, para ​90,9 pontos, marcando ⁠o maior nível desde maio de 2025 (91,8 pontos).

"A ‌melhora gradual da confiança confirma a resposta favorável do setor ao cenário macroeconômico desafiador. ⁠Ainda que o mercado de trabalho e ‌o ‍controle da inflação se apresentem como fatores econômicos positivos, ‍é cedo para esperar grandes avanços da atividade no curto prazo em virtude da restrição da política monetária", avaliou Stéfano ⁠Pacini, economista do FGV/IBRE.

O IE-S (Índice de Expectativas), que reflete as perspectivas para os próximos meses, subiu 4,2 pontos e foi a 90,3 em ‌janeiro, resultado mais forte ​desde dezembro de 2024 (91,3 pontos).

"Após um momento favorável no final do ano ⁠passado, o empresário inicia o ano mais otimista quanto ao futuro dos negócios, com destaque para o segmento de Serviços de Transporte", disse Pacini.

Já o ISA-S (Índice de Situação Atual), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, caiu 2,9 pontos, para 91,7 ⁠pontos.

Na véspera, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15%, nível restritivo com o objetivo de ⁠controlar a inflação. No entanto, a autoridade monetária indicou que pode iniciar um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá "a restrição adequada" para levar a inflação à meta de ​3%.

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