Confiança de serviços no Brasil recua após dois meses de alta, aponta FGV

Índice recuou 3,0 ​pontos e foi 87,8 pontos em julho

da Reuters
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A confiança do setor de serviços ​do Brasil interrompeu dois ​meses de avanços e recuou em julho, com piora da percepção tanto sobre o presente quanto o futuro, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

No mês, o ICS (Índice de Confiança de ⁠Serviços) recuou 3,0 ​pontos e foi 87,8 pontos.

"A piora atingiu ​de forma semelhante a situação atual e as ⁠expectativas, sobretudo nas percepções ⁠sobre a demanda corrente e, principalmente, sobre ​a ‌demanda prevista", disse Stéfano Pacini, economista do IBRE.

"Parte ⁠do movimento pode estar associada a novas turbulências externas, que voltaram a adicionar incerteza sobre as perspectivas ‌do setor", ⁠completou.

O Índice ‌de Situação Atual, indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, teve queda ⁠de 3,1 pontos, para ⁠89,5 pontos, menor patamar desde julho de 2021 (87,9 pontos).

Já o Índice ‌de Expectativas, que reflete as perspectivas para os próximos meses, caiu 2,8 pontos, para 86,3 pontos, queda mais intensa desde março de 2026 (3,7 pontos).

Pacini ‌destacou ainda que o mercado de trabalho ainda resiliente e os estímulos fiscais sustentam o consumo, ⁠mas pressionam a inflação em meio a juros reais restritivos e inadimplência elevada.

"O quadro reforça a ​cautela para o segundo semestre, já que a tendência ​mais recente da confiança segue negativa em todos os segmentos, sinalizando uma possível desaceleração da atividade", disse.

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