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    Conflito no Oriente Médio pode provocar alta de preços dos combustíveis no Brasil, diz conselheiro da Petrobras à CNN

    Francisco Petros afirmou que diretoria da estatal deve estar atenta à questão da defasagem

    Francisco Petros, conselheiro da Petrobras, em entrevista à CNN
    Francisco Petros, conselheiro da Petrobras, em entrevista à CNN Reprodução/CNN

    Amanda Sampaioda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (15), o conselheiro da Petrobras Francisco Petros disse que uma eventual persistência do Conflito no Oriente Médio poderia refletir em aumento no preço dos combustíveis no Brasil.

    Segundo ele, a diretoria da estatal deve estar atenta à questão da defasagem.

    “Eu acredito que exista algum nível de defasagem, me parece que ele seja administrável, mas o cenário internacional também anseia cuidados. A guerra do Irã provoca uma alta nos preços internacionais, que inexoravelmente serão refletidos, sim, aqui no Brasil, se assim persistirem. E isso está fora do plano do governo e do plano da própria empresa. Isso depende basicamente de um cenário formado no mercado”, destacou.

    O conselheiro citou ainda a volatilidade, a defasagem em relação aos preços internacionais, a logística e a capacidade competitiva da companhia como alguns dos aspectos que influenciam no processo de análise dos preços.

    “Se a defasagem for a favor da Petrobras e ela exercer o preço abaixo do preço internacional, ela, no limite, se tornaria uma empresa crescentemente monopolista, o que não é o desejo do ponto de vista do mercado. E o inverso da mesma forma: se a Petrobras mantiver o preço acima da paridade intencional, isso será ocupado pelas empresas privadas. Portanto, essa equação não tem uma solução fácil”, acrescentou.

    Petros também comentou a decisão da Justiça de devolver o cargo de conselheiro da Petrobras a Sergio Machado Rezende. Ele havia sido suspenso de seu cargo em 8 de abril após decisão proferida pela 21ª Vara Federal de São Paulo a partir de uma ação popular.

    Para o executivo, a governança das estatais, de forma geral, passa por um momento de escrutínio importante. “Não propriamente porque haja um problema com pessoas, mas acho que há um problema de institucionalidade”, afirmou.

    Segundo ele, isso significa que os arcabouços precisam de reforços do ponto de vista legal, dicional e estatutário, para que os problemas sejam evitados.

    “Quando se há essas inquietações com relação à governança, é preciso revisitar a legislação e as normas para ver se elas atendem os interesses da companhia. Aqui não faço nenhum juízo de valor em relação às pessoas, mas é certo que a turbulência do conselho administrativo tem sido bastante grande por conta da própria incerteza sobre o presidente executivo da companhia, […] ao conselheiro que agora acaba de voltar para o conselho por decisão de um desembargador, e assim por diante”, concluiu.