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    Congonhas pode subir número de voos em março de 2023, confirma Anac

    Acréscimo de pousos e decolagens abre espaço para outras companhias, como a Azul, aumentarem suas operações no terminal, onde Gol e Latam são dominantes

    Congonhas foi arrematado pela empresa espanhola Aena no leilão da 7ª rodada de concessões aeroportuárias
    Congonhas foi arrematado pela empresa espanhola Aena no leilão da 7ª rodada de concessões aeroportuárias Rovena Rosa/Agência Brasil

    Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo

    O aeroporto de Congonhas (SP), localizado na região central de São Paulo, poderá operar 44 movimentos de pousos e decolagens por hora a partir de 26 de março do próximo ano, um aumento em relação ao limite atual, de 41 movimentos.

    A declaração da nova capacidade, formalizada pela estatal Infraero, que opera o terminal, foi publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

    Em agosto, Congonhas foi arrematado pela empresa espanhola Aena no leilão da 7ª rodada de concessões aeroportuárias, mas a administração do ativo ainda não foi repassada à iniciativa privada.

    A Infraero já havia indicado em meados do ano que teria porte para subir o número de voos no aeroporto de Congonhas. A sinalização da estatal gerou reação em parte do setor e em associações de moradores que temem o aumento de movimentação no terminal. Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) à época, a expansão no aeroporto é debatida há tempos no segmento e, nos bastidores, é marcada por uma animosidade entre as empresas.

    O acréscimo de pousos e decolagens abre espaço para outras companhias, como a Azul, aumentarem suas operações no terminal, onde Gol e Latam são dominantes.

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa companhias como Gol e Latam, afirmou à época que a expansão de voos só deveria ocorrer após “investimentos significativos” no terminal de passageiros do aeroporto.

    Para a Infraero, no entanto, os investimentos já feitos são suficientes para comportar a nova capacidade. Além de melhorias no terminal de passageiros, outros projetos são destacados por quem defende a ampliação, como a reforma da pista principal, concluída no fim de 2020, e o novo sistema e estrutura para voos internacionais de aviação executiva, que contou com R$ 222 milhões do governo federal.

    Com a declaração de capacidade publicada pela Anac – o que ocorreu no último dia 5 -, a Infraero tem até início de outubro para elaborar um plano de operação com o novo status. Em novembro, por sua vez, a agência reguladora irá divulgar a distribuição dos slots (autorizações de pousos e decolagens) em Congonhas para cada companhia aérea, com base nas novas regras publicadas em junho.

    Relatório do BTG Pactual produzido na ocasião apontou que, a partir deste regramento, haveria espaço para a Azul aumentar sua participação de mercado no aeroporto de 7% para cerca de 15%.

    Em nota, a Anac explicou que a declaração de capacidade publicada no último dia 5 foi elaborada e é de responsabilidade do operador aeroportuário, conforme a Resolução 682/2022 do órgão regulador. A publicação do documento é feita pela Agência, também de acordo com a mesma resolução.

    A Anac ressaltou ainda que a empresa operadora – no caso de Congonhas, a Infraero – também é quem realiza a ampliação de capacidade dos aeroportos. “A competência da Anac é realizar a alocação dos slots e coordenar os aeroportos saturados, bem como garantir a segurança operacional do setor aéreo”, afirmou.