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Congresso tirou direitos dos mais pobres, diz Haddad sobre MP do IOF

Ao criticar “lobby” e defender MP que renderia R$ 17 bilhões ao governo, Haddad afirmou que “o povo mostrará sua força e dará um basta”

Gabriel Garcia, da CNN Brasil
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu em defesa da MP (Medida Provisória) com alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), derrubada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (8).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro associou a derrubada da medida ao que ele chamou de “lobby dos privilegiados”.

Apesar de não convocar nenhum ato público, Haddad inicia o vídeo relembrando que, após manifestações nas ruas, o Congresso recuou em algumas propostas, entre elas, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, aprovada pela Câmara e rejeitada pelo Senado.

“Não foi descuido, foi escolha. Escolha consciente de tirar direitos dos mais pobres, para proteger os privilegiados. De blindar os mesmo amigos de sempre, e forçar cortes contra aqueles que mais precisam do Estado’, disse.

Ao concluir o vídeo, Haddad afirmou que o povo, mais uma vez, “mostrará sua força e dará um basta”.

As declarações de Haddad acontecem após o Congresso derrubar a MP, considerada essencial pela equipe econômica e que renderia cerca de R$ 17 bilhões aos cofres do governo federal em 2026, ano eleitoral.

A proposta alteraria regras de tributação sobre investimentos, fintechs e bets (casas de apostas esportivas).

Para facilitar a votação, o relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), flexibilizou o texto original do governo em diversos pontos e atendeu a demandas de parlamentares ligados ao setor produtivo, principalmente ao agronegócio.

Além disso, Haddad, se envolveu diretamente nas negociações e nas tentativas de convencimento.

O esforço do governo, no entanto, não foi suficiente, e a equipe econômica terá de iniciar os trabalhos para compensar a perda de arrecadação estimada em R$ 17 bilhões.

O Executivo argumenta que os recursos eram essenciais para fechar as contas de 2026, enquanto parlamentares da oposição afirmam que o caixa seria utilizado em programas sociais voltados a fortalecer a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral.

 

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