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    Conselho da Petrobras aprova dividendos de R$ 3,34 por ação

    Dividendos serão pagos em duas parcelas iguais em 20 de dezembro e 19 janeiro de 2023

    Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil
    Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil REUTERS/Sergio Moraes

    da Reuters

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (3) o pagamento de dividendos de 3,3489 reais por ação preferencial e ordinária em circulação, informou a petroleira em fato relevante ao mercado.

    Os dividendos serão pagos em duas parcelas iguais em 20 de dezembro e 19 janeiro de 2023.

    A Petrobras pontuou que o valor proposto está alinhado com a atual política de remuneração aos acionistas da empresa e que é compatível com a sustentabilidade financeira da petroleira no curto, médio e longo prazo.

    A empresa disse ainda que o dividendo também está em linha com o seu compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas. A União, como acionista majoritária, deve receber a maior parte.

    Mais cedo nesta quinta-feira, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Anapetro, que representa os petroleiros acionistas minoritários da Petrobras, afirmaram que iriam à Justiça questionar o que eles chamaram de “megadividendo”, caso ele fosse aprovado, argumentando que isso reduz a capacidade de investimento da companhia.

    A federação afirmou ainda que os dividendos totais do ano devem chegar perto de R$ 180 bilhões, enquanto os investimentos realizados pela estatal em 2022, até junho, somaram “apenas” US$ 17 bilhões.

    Ao informar sobre o valor aprovado, a Petrobras destacou que no Plano Estratégico 2022-26 os projetos de investimentos solicitados pelas áreas de negócio foram atendidos por apresentar boa resiliência e por serem suportados pela geração de caixa operacional e o fluxo de desinvestimentos, sem efeitos adversos na alavancagem.

    Dessa forma, a empresa pontuou que “não existem investimentos represados por restrição financeira ou orçamentária e a decisão de uso dos recursos excedentes para remunerar os acionistas se apresenta como a de maior eficiência para otimização da alocação do caixa”.

    A atual política de remuneração aos acionistas da Petrobras prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a companhia poderá distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos).

    Além disso, a política também prevê a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, desde que sua sustentabilidade financeira seja preservada.