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    Consumo nos lares brasileiros sobe 8,1% em outubro, diz associação

    É a maior alta do consumo no ano e o indicador aproxima-se do crescimento acumulado durante todo o ano passado (3,04%)

    Pagamento antecipado de benefícios sociais para as segunda e terceira semanas do de outubro (11 a 25/10) contribuiu, segundo a Abras, para o aumento do consumo nos lares
    Pagamento antecipado de benefícios sociais para as segunda e terceira semanas do de outubro (11 a 25/10) contribuiu, segundo a Abras, para o aumento do consumo nos lares REUTERS/Ricardo Moraes

    Talita Nascimento, do Estadão Conteúdo

    O Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) registrou alta de 3,02% até outubro. É a maior alta do consumo no ano e o indicador aproxima-se do crescimento acumulado durante todo o ano passado (3,04%).

    A projeção da associação para 2022 é de crescimento 3% a 3,3%.

    No mês de outubro, houve alta de 8,1% no consumo em relação ao mesmo mês de 2021. Já na comparação com setembro de 2022 a alta foi de 6,27%.

    O pagamento antecipado de benefícios sociais para as segunda e terceira semanas do de outubro (11 a 25/10) contribuiu, segundo a Abras, para o aumento do consumo nos lares.

    Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    “É notável o quanto o aumento no valor do Auxílio Brasil e a inclusão constante de beneficiários em condições de vulnerabilidade social expandiram o consumo de alimentos neste segundo semestre e, de forma mais expressiva, em outubro. Esses recursos elevaram o consumo próximo ao patamar acumulado ao longo de 2021 e, se mantidos, eles devem ajudar as famílias de menor poder aquisitivo a abastecer seus lares”, analisa o vice-presidente Institucional da Abras, Márcio Milan.

    66% dos supermercadistas esperam vendas de Natal superiores a 2021, diz Abras

    O vice-presidente institucional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, disse que o setor está com perspectiva positiva para as vendas de fim de ano. São 66% os supermercadistas que esperam vendas de Natal superiores a 2021. Pesquisa da Abras também indica alta de 11,2% no consumo de carnes natalinas no período.

    A média de preço nacional para a cesta de produtos natalinos está em R$ 294,75, alta de 9,8% em relação ao medido no fim de 2021.

    A cesta composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza apresentou alta de 0,42% em novembro frente a outubro, puxada por tomate (+17,79%), cebola (+13,79%), batata (+8,99%) e farinha de mandioca (+5,69%).

    Com a variação registrada em novembro, o preço médio da cesta nacional passou de R$ 743,75 em outubro para R$ 746,85 em novembro. No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,47%.