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Cunhado de Vorcaro é preso temporariamente em meio à operação da PF

Segundo informações, ele será solto, pois a prisão temporária foi realizada para preservar o sigilo da investigação

Elijonas Maia, da CNN Brasil, Brasília
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Um cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso temporariamente durante a segunda fase da operação Compliance Zero. Segundo informações, ele será solto, pois a prisão temporária foi realizada para preservar o sigilo da investigação.

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso pela PF quando estava embarcando para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Outros executivos foram alvos da operação, entre eles estão Nelson Tanure e João Carlos Mansur.

A operação combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional). Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

Agentes da PF cumprem 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São PauloBahiaMinas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As medidas foram determinadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que também autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Vorcaro foi preso em novembro de 2025, durante a primeira fase da operação. O empresário estava no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, onde embarcaria para Dubai para fechar negócios.

A defesa do empresário Fabiano Zettel afirmou que o empresário está "à disposição das autoridades para cooperar com quaisquer informações ao seu alcance".

Em nota, os advogados afirmam que "Fabiano Zettel tem atividades empresariais conhecidas e lícitas, sem relação alguma com a gestão do Banco Master".

Entenda a operação 

A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras no Banco Master.

Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Eles foram autorizados pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco, parentes do banqueiro e empresários ligados a fundos de investimento também foram alvos da operação e serão investigados pelos crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercados e lavagem de capitais.

A operação resultou no sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões, incluindo relógios, carros de luxo, um revólver e dinheiro vivo.

De acordo com a PF, as medidas foram necessárias para interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações da primeira fase da Operação, deflagrada em novembro de 2025.

A polícia investiga, entre outros pontos, possíveis operações financeiras fraudulentas entre o Banco Master e fundos administrados pela Reag Trust, uma empresa suspeita de ter ligação com esquemas de lavagem de dinheiro apurados na operação Carbono Oculto, que investiga a relação entre o setor de combustíveis, o PCC e empresas financeiras.

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