Dados do Caged mostram desaceleração no mercado de trabalho, diz Ceron

Geração de emprego formal teve pior mês de agosto desde o início da série histórica, em 2020

Mateus Maia e Flávia Said, do Estadão Conteúdo
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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse, nesta segunda-feira (29), que os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram uma desaceleração no mercado de trabalho.

Ele conversou com jornalistas no Ministério da Fazenda depois da divulgação do Resultado Fiscal do Governo Central.

"Na arrecadação, isso reflete a desaceleração da economia. Hoje saíram dados do Caged que mostram fortemente uma desaceleração também no mercado de trabalho", afirmou.

O Brasil abriu 147,3 mil vagas formais de emprego em agosto, mas foi o pior resultado para o mês em toda a série histórica.

Ceron afirmou também que a Advocacia-Geral da União (AGU) analisa juridicamente a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o cumprimento da meta fiscal.

Na semana passada, a Corte decidiu que a adoção do limite inferior do intervalo de tolerância para o resultado primário anual, em substituição ao centro da meta, é incompatível com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

"A AGU está liderando esse processo de análise, em conjunto com a PGFN, está conduzindo um processo de recurso ao TCU", disse ele a jornalistas.

Questionado sobre se o governo pretende adotar alguma medida prudencial até fim de 2025 e já de olho em 2026, caso a Corte de Contas mantenha a decisão de que é preciso seguir o centro da meta, ele afirmou que estão sendo garantidas medidas para que não haja uma surpresa futuramente.

"Esse cuidado está sendo tomado pela AGU para não trazer surpresa nem para o governo nem para os gestores".

O secretário não entrou em detalhes sobre as medidas, afirmando que isso compete à AGU.

"É um processo natural ter um recurso. Tem espaço ainda para um diálogo e para uma solução, mas neste momento precisamos deixar a AGU fazer o seu trabalho e vamos aguardar", finalizou.

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