Dívida do Brasil é 2ª que mais sobe no G20, aponta levantamento

No ranking geral, país aparece em 19º lugar entre economias que mais aumentaram dívidas desde 2023

João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
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Quando o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminar no final deste ano, a dívida pública brasileira terá registrado a segunda maior alta entre os países do G20, atrás apenas da China, segundo levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e formulação de políticas públicas do PSDB.

Desse modo, o Brasil deve encerrar 2026 como o 22° país mais endividado do mundo.

A pesquisa foi realizada com base em dados de 2022 a 2025 do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Estimada em 83,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022, a dívida do país deve encerrar o ano em 96,5%, segundo os números do Fundo.

Se concretizada a projeção, o salto no período será de 12,6 pontos percentuais, atrás apenas dos 29,6 pontos registrados pela China.

O FMI acompanha o desempenho de 187 economias. No ranking geral, o Brasil aparece em 19º lugar entre os países que mais aumentaram suas dívidas desde 2023.

A análise aponta que, porém, além do Brasil, apenas Finlândia, Polônia e a China são economias de porte "relevante" na lista.

"A situação atual só encontra paralelo na explosão observada no segundo mandato de Dilma Rousseff. Apenas em dois anos (2015 e 2016), a dívida bruta brasileira subiu de 61,6% para 77,4% do PIB, conforme o FMI. A consequência foi a maior recessão da história do país", escreve o Farol da Oposição em nota.

"A escalada atual não vai parar por aqui. Para os próximos quatro anos, o FMI projeta alta de mais 9 pontos percentuais na dívida brasileira. A estimativa é de que o endividamento do país suba de 96,5% para 105,5% do PIB", conclui.

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