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    Dívida pública federal avança 2,51% em junho, para R$ 5,8 trilhões

    Índice de liquidez chega ao melhor nível desde março; cenário de pressão monetária nos EUA e aumento do sentimento de aversão a riscos influenciaram resultado, diz Tesouro Nacional

    Notas de real: dinheiro será usado pelo Tesouro para o pagamento da dívida pública
    Notas de real: dinheiro será usado pelo Tesouro para o pagamento da dívida pública Foto: Pilar Olivares

    Anna RussiElis Barretoda CNN Brasília

    A Dívida Pública Federal no Brasil teve alta de 2,51% em termos nominais no mês junho, totalizando um estoque de R$ 5,8 trilhões. Em maio, esse valor era de R$ 5,70 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27), pela secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Economia.

    Segundo o documento, “o mês de junho foi marcado pelo aumento da aversão ao risco, devido à expectativa de continuidade no aperto monetário nos Estados Unidos e pressões inflacionárias em nível global.”

    A DPF, que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, é a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, que arrecada menos do que gasta.

    Segundo o Tesouro, a alta no indicador ocorreu devido ao aumento de emissões de títulos, que chegou a R$ 67,33 bilhões. O custo médio da DPF também apresentou alta, influenciada pelo avanço de juros, e chegou a 10,9% ao ano no último mês, frente o custo de 10,58% a.a. registrados no mês anterior. Em dezembro de 2021, o custo da dívida pública era de 8,91%.

    Liquidez do colchão subiu

    Ainda segundo o Tesouro, a reserva de liquidez da DPF aumentou 10,23% em termos nominais, passando de R$ 1,108 bilhão em maio para R$ 1,221 bilhão em junho. Além da emissão líquida de R$ 67,3 bilhões, o recebimento de R$ 26,2 bilhões em dividendos também entra como um dos principais fatores para a alta.

    O índice de liquidez atingiu o melhor nível desde março, o que, segundo o Tesouro, garante o pagamento dos próximos 9,75 meses de vencimentos de títulos. A autoridade destaca que os meses de agosto, janeiro de 2023 e maio de 2023 vão concentrar vencimentos estimados em R$ 717,36 bilhões.

    A folga apresentada na reserva do governo afasta a União do risco de ter de refinanciar sua dívida.

    “O Índice de Liquidez passou de 9,47 meses em maio para 9,75 meses em junho. Tais valores permanecem bem acima do limite prudencial de 3 meses para a Reserva de Liquidez, que em junho/22 equivale a R$ 556 bilhões”, diz o documento.

    O Tesouro ainda avalia que o Resultado Operacional do Banco Central referente a 2021, no valor de R$ 73 bilhões, a desvinculação de R$ 47 bilhões em recursos de fundos públicos e os R$ 19 bilhões em dividendos adicionais do BNDES já recebidos foram fatores que contribuíram favoravelmente para o saldo da reserva da dívida.

    Com o total de R$ 139 bilhões, os três eventos superam o efeito financeiro da redução nas emissões devido à volatilidade recente dos mercados. Assim, a pasta destaca não ver razão para mudanças na estratégia de financiamento da DPF por conta das atuais condições do mercado financeiro.

    Errata: o texto informava incorretamente que o estoque da DPF era de R$ 5,8 bilhões. O correto é R$ 5,8 trilhões. O texto foi corrigido